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Itália descarta pagar por gás russo em rublos se UE considerar pagamento violação de sanções

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Gás (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 20.04.2022
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A Itália vai se recusar a pagar pelo gás russo em rublos, conforme exigido por Moscou, se a União Europeia (UE) concluir que isso violaria as sanções da comunidade, informou a Bloomberg.
"A Itália se recusará a cumprir as novas condições de pagamento de gás exigidas por Moscou se a União Europeia concluir que isso violaria as sanções", diz um comunicado.
Segundo fontes da Bloomberg, Roma está esperando que Bruxelas complete sua análise legal antes de tomar qualquer ação, contudo, de acordo com uma avaliação preliminar, concluiu-se que ceder às condições de Moscou seria uma clara violação das sanções.
Em 8 de abril, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, havia alertado que a Hungria violaria as sanções ao pagar o gás russo em rublos, algo que Budapeste rejeitou, observando que Hungria e Rússia têm contratos bilaterais.
Ainda no mês de março, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que os países que Moscou considera "hostis", entre eles os 27 membros da União Europeia, teriam de pagar em rublos pelo gás, pedindo ao Banco Central e ao Gabinete de Ministros que determinassem o procedimento para a realização dessas transações.
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A iniciativa veio depois que esses países impuseram inúmeras sanções individuais e setoriais à Rússia em resposta à sua operação especial militar na Ucrânia.
De acordo com o decreto presidencial, as empresas de países "hostis" devem solicitar ao banco russo Gazprombank (fundado pela empresa russa Gazprom) a abertura de contas em rublos, aonde podem direcionar os fundos para pagar o gás em suas moedas nacionais, conforme estipulado nos contratos atuais, e o banco, por sua vez, os converterá em rublos de acordo com a taxa de câmbio da Bolsa de Valores de Moscou.
O dirigente russo salientou que o seu país vai continuar cumprindo à risca os seus contratos, com os volumes e preços estabelecidos.
O G7 (grupo formado pelos EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) e a Comissão Europeia rejeitam a exigência russa de pagar os recursos energéticos em rublos, acreditando que se trata de uma quebra unilateral de contratos, bem como uma tentativa de evasão das sanções.
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