Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Pentágono identifica uma das principais ameaças para bases americanas no Ártico

© Foto / Marinha dos EUAMarinheiro estadunidense no mar de Beaufort, no Ártico
Marinheiro estadunidense no mar de Beaufort, no Ártico - Sputnik Brasil, 1920, 18.04.2022
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Mesmo que a Rússia avise que a crescente atividade militar dos países ocidentais no Ártico pode desencadear conflitos, o Pentágono está mais preocupado com outra ameaça na região: as mudanças climáticas.
As bases militares no Ártico e na zona subártica estão sendo sofrendo danos causados pelas mudanças climáticas, incluindo pistas rachadas e aumento das inundações. Estas bases não estão preparadas para se adaptar aos efeitos a longo prazo das alterações climáticas, relatou na sexta-feira (15) o inspetor-geral do Pentágono. A ameaça foi ignorada, apesar de um relatório do Pentágono de 2019 ao Congresso dizendo que a mudança climática é uma questão de segurança nacional com potenciais impactos em missões e bases militares dos EUA.
O funcionário afirmou que houve falhas de planejamento e uma falta de ênfase no Departamento de Defesa em garantir a "resiliência climática" das bases americanas.
"Os comandantes das instalações militares se focaram nos desafios climáticos e energéticos existentes, em vez de analisar a infraestrutura, os ativos e a exposição e vulnerabilidade de suas instalações às mudanças climáticas", diz o relatório.
Durante a visita a seis bases nas regiões ártica e subártica, o inspetor-geral revelou que os comandantes não estavam cientes dos requisitos do planejamento de resiliência, que foi ordenado em uma diretiva do Pentágono de 2016. Os líderes da base não cumpriram as ordens para identificar riscos ambientais atuais e projetados, vulnerabilidades e medidas de mitigação.
 O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, durante conferência de imprensa após reunião do Conselho Rússia-OTAN, em Bruxelas, 12 de janeiro de 2022  - Sputnik Brasil, 1920, 15.04.2022
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Os EUA, a Rússia e outros países têm procurado aumentar sua presença militar no Ártico, entre outras razões devido às vastas reservas de petróleo e minerais da região. O aquecimento global também abriu novas rotas de navegação no Ártico, aumentando o acesso aos recursos naturais.
As mudanças climáticas são mais agudas no Ártico do que na maioria das outras partes do mundo, o que causou problemas em pistas, hangares, estradas e barreiras rochosas, que estão sendo afetadas pelo derretimento do gelo, disse o inspetor-geral. Incêndios florestais levaram a custos de mitigação mais altos e interrupções no tempo de treinamento.
O Pentágono vê o Ártico como uma região-chave para a segurança nacional dos EUA:
"A estratégia afirma que o Ártico é um potencial vetor para um ataque aos EUA, uma região onde a Rússia e a China estão operando mais livremente, sendo um corredor estratégico para as forças [dos EUA] entre o Indo-Pacífico e a Europa", resumiu o inspetor-geral.
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