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Relatório de direitos humanos dos EUA é uma lista para 'extorquir países', diz mídia chinesa

© AP Photo / John MinchilloFuncionários do Departamento de Polícia de Nova York se reúnem na entrada de uma estação de metrô no bairro do Brooklyn, em Nova York, em 12 de abril de 2022.
Funcionários do Departamento de Polícia de Nova York se reúnem na entrada de uma estação de metrô no bairro do Brooklyn, em Nova York, em 12 de abril de 2022. - Sputnik Brasil, 1920, 14.04.2022
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Editorial do Global Times chama recente relatório sobre direitos humanos publicado pelo governo dos EUA de "a página mais absurda da história dos direitos humanos".
Em publicação com duras críticas ao relatório de direitos humanos de 2021 do Departamento de Estado dos EUA, o jornal estatal chinês disse que o documento é uma "lista de preços" para "coagir e extorquir" outros países: "Folheto para demonizar e suprimir os concorrentes".
O editorial, que lembrou o recente tiroteio no metrô de Nova York, escreve que "os gritos e o sangue dos concidadãos na estação do Brooklyn não afetaram as elites políticas de Washington, que ainda fazem comentários irresponsáveis ​​sobre os direitos humanos em outros países".
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"Os relatórios de direitos humanos dos EUA geralmente cobrem dezenas ou até centenas de páginas para expressar 'preocupação' com o povo de outros países, mas relutam em deixar um nome para as pessoas mortas e feridas pela nova epidemia de coronavírus, crimes violentos e práticas brutais de aplicação da polícia em casa", diz o jornal.

De acordo com estatísticas atualizadas, a violência armada matou pelo menos 11.896 pessoas e feriu 9.486 nos EUA somente neste ano. Ou seja, uma média de 116 pessoas são mortas nas ruas por violência armada todos os dias.

"Esta é uma tragédia de direitos humanos em qualquer outro país, e é difícil imaginar que está ocorrendo em um 'país civilizado' que se orgulha de ser um 'farol' dos direitos humanos, critica o jornal chinês.

O editorial, publicado nesta quinta-feira (14), reforça os recentes comentários do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian.
Segundo ele: "A proteção aos direitos humanos é uma promessa vazia que os EUA nunca cumpriram. Não é de surpreender que os últimos relatórios de direitos humanos contenham 90 páginas cobrindo a situação no 'continente chinês' e listando separadamente Taiwan com segundas intenções, descaradamente minando o princípio de 'uma só China' e espelhando a natureza da politização dos direitos humanos".
© AP Photo / Andy WongZhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, no dia 24 de fevereiro de 2020.
Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, no dia 24 de fevereiro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 14.04.2022
Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, no dia 24 de fevereiro de 2020.
Nos últimos meses, o alto escalão diplomático da China denunciou diversas vezes o caráter dos relatórios sobre direitos humanos dos EUA, principalmente em meio às críticas envolvendo supostos campos de concentração em Xinjiang.
No editorial desta quinta-feira (14), O Global Times escreve que "os chamados direitos humanos elogiados pelos EUA não são os direitos humanos que estão na Carta da ONU ou na Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas os direitos humanos que servem à hegemonia dos EUA".

"Isso ajuda a salvaguardar os interesses da hegemonia global dos EUA, e aqueles que obedecem aos norte-americanos desfrutam dos 'direitos', enquanto aqueles que estão contra os EUA não têm tais 'direitos'. Como o país que lançou mais guerras e causou mais baixas civis no mundo após a Segunda Guerra Mundial, quantas tragédias humanas foram causadas pelos EUA em nome desses direitos?", questiona o jornal.

Por fim, a publicação cita que "este ano foi particularmente difícil para muitos países e regiões ao redor do mundo", sobretudo em função da "escassez" de vacinas e alimentos.
Para o Global Times, "em um momento tão crítico de vida ou morte, os EUA ainda ignoraram o bem-estar dos povos de todos os países".
Em nome dos direitos humanos, diz a mídia, os EUA "continuam a empunhar o bastão de interferência e sanções, em uma tentativa de tirar proveito do mundo".
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