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Putin sobre operação russa de defesa a Donbass: é preciso cumprir as metas, minimizando as perdas

© Sputnik / Yevgeny BiatovPresidente russo, Vladimir Putin, durante visita ao cosmódromo Vostochny com seu homólogo belarusso, Aleksandr Lukashenko, região russa de Amur, 12 de abril de 2022
Presidente russo, Vladimir Putin, durante visita ao cosmódromo Vostochny com seu homólogo belarusso, Aleksandr Lukashenko, região russa de Amur, 12 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 12.04.2022
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Hoje, terça-feira (12), os presidentes de Rússia e Belarus, Vladimir Putin e Aleksandr Lukashenko, respectivamente, passaram aproximadamente três horas negociando.
O presidente russo, Vladimir Putin, comentando a operação militar especial russa, afirmou que o país não tem nada a esconder, o trabalho é relatado de maneira clara e objetiva.
Além disso, ele ressalta que tudo está decorrendo conforme os planos. Putin também afirmou que é preciso alcançar as metas com o menor número de perdas possível.
Durante a coletiva de imprensa conjunta com Lukashenko após suas negociações, Vladimir Putin ressaltou o papel dos militares russos na Ucrânia:

"Ao cumprirem tarefas difíceis e perigosas em Donbass e na Ucrânia, nossos soldados protegem os interesses da Rússia, defendem a Rússia".

Por fim, o mandatário destaca que para o Ocidente a Ucrânia é um instrumento para alcançar seus próprios objetivos.
O líder russo revelou que foi informado sobre a mudança do posicionamento ucraniano quanto às negociações: "Ontem [11], disseram-me que o lado ucraniano tinha mudado alguma coisa no posicionamento com relação às conversações. Ainda não tenho detalhes."
O presidente russo afirmou que a inconsistência de Kiev no processo de negociações e o afastamento ucraniano dos compromissos alcançados em Istambul criam dificuldades.

Putin: economia e sistema financeiro da Rússia estão se mantêm firmes e fortes

O presidente russo Vladimir Putin afirmou que a economia e o sistema financeiro da Rússia continuam firmes e fortes. Com relação à influência das sanções na economia russa, Putin afirmou que a guerra econômica planejada pelo Ocidente não deu certo.

"A economia da Rússia está funcionando bem estável e eficientemente. O curso do dólar voltou aos parâmetros do início da operação, embora, em prazo médio e longo, os riscos possam aumentar. Em qualquer caso, os adversários da Rússia pretendem exacerbar sua atividade ainda mais, mas, de outro lado, o bom senso também deve colocar acentos", afirmou Putin.

Em médio e longo prazo, a perspectiva de risco de impacto pelas sanções na economia russa pode aumentar. Tudo está ligado em cadeia, se os parceiros agravarem a situação, então ela será agravada para eles, ressaltou Putin.
De acordo com suas palavras, o Ocidente não entende bem que o povo russo sempre se une em condições difíceis, e que quando problemas surgem para os russos, surgem inevitavelmente também para quem os proporcionaram – os europeus:

"Se hoje os nossos parceiros agravarem a situação no âmbito financeiro, de seguros e no setor de transporte, inclusive marítimo, a situação vai se agravar também para eles."

Lukashenko discute Bucha com Putin e a designa 'uma operação especial do Reino Unido'

Conforme o mandatário belarusso, os líderes discutiram a situação na Ucrânia. Entre outras coisas, foi abordado o incidente na cidade ucraniana de Bucha. Lukashenko informou que pode ajudar com materiais para investigar a preparação da operação em Bucha e fornecê-los caso seja necessário.
O presidente afirmou que a provocação em Bucha foi "uma operação especial" encenada pelo Reino Unido: "Nós discutimos hoje a operação especial deles, uma operação especial psicológica que foi realizada pelos britânicos."
Logo depois, Vladimir Putin informou que Lukashenko lhe entregou os documentos que desmentem a encenação falsa em Bucha.
O chefe de Estado belarusso revelou que discutiu com seu homólogo a operação especial russa e afirmou ter dito que "nós não permitiremos que ninguém atire nas costas do homem russo".

De acordo com as palavras do mandatário belarusso, se a operação russa tivesse sido iniciada um pouquinho depois, "então contra os territórios russos teria sido preparado, como eles consideravam, um ataque esmagador, e também contra regiões vizinhas".

Aleksandr Lukashenko acrescentou ainda que decidiu com Vladimir Putin as condições de entregas do petróleo russo para Minsk e a assistência às refinarias petrolíferas em Belarus.
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