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OTAN deixou a porta aberta para a Rússia aderir à OTAN, segundo ex-presidente dos EUA

© AP Photo / Aleksandr ZemliachenkoBoris Yeltsin (à esquerda) e Bill Clinton (à direita), presidentes da Rússia e dos EUA, respetivamente, apertam mãos durante coletiva de imprensa em Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá, 4 de abril de 1993
Boris Yeltsin (à esquerda) e Bill Clinton (à direita), presidentes da Rússia e dos EUA, respetivamente, apertam mãos durante coletiva de imprensa em Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá, 4 de abril de 1993 - Sputnik Brasil, 1920, 10.04.2022
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Bill Clinton, que foi presidente dos EUA entre 1993 e 2001, defendeu a expansão da OTAN após o fim da Guerra Fria, e disse que ambos os presidentes russos desde então tinham o caminho aberto para a adesão.
Bill Clinton, ex-presidente dos EUA (1993-2001), ofereceu à liderança da Rússia a possibilidade de um dia se juntar à OTAN, afirmou ele em um artigo publicado na revista The Atlantic.
"Nós deixamos a porta aberta à eventual filiação da Rússia na OTAN, algo que deixei claro a [presidente russo entre 1991 e 1999, Boris] Yeltsin e mais tarde confirmei a seu sucessor, Vladimir Putin", escreveu ele na quinta-feira (7).
Apesar disso, o próprio Putin lembra tais episódios de forma diferente. Assim, durante um encontro em 2000, ele teria perguntado a Clinton como ele responderia se a Rússia se juntasse ao bloco, e descreveu sua resposta como "muito contida". Em uma entrevista nesse ano, à emissora BBC, ele também recusou excluir essa possibilidade, mas apenas como um "parceiro igual".
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O ex-presidente americano considerou que a política de expansão da OTAN após a queda da URSS foi a correta.
"Se a Rússia escolhesse reverter ao imperialismo ultranacionalista, uma OTAN expandida e uma União Europeia crescente reforçariam a segurança do continente", escreveu. Já a Rússia considera a expansão do bloco uma ameaça. Moscou tem citado as tentativas de adesão da Ucrânia à OTAN como uma das razões de sua operação militar especial no país vizinho, e exige que ele se declare um Estado neutro.
O ex-político também descreveu a Aliança Atlântica como uma "força defensiva". Moscou rejeita essa caraterização, citando as ações do bloco na Iugoslávia e na Líbia.
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