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Sanções à Rússia colocam China e UE em disputa pelo mercado de armas na África

© China Commentary Foto do tanque leve chinês supostamente transportado a base no sul da China
Foto do tanque leve chinês supostamente transportado a base no sul da China - Sputnik Brasil, 1920, 09.04.2022
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A Rússia é o maior fornecedor de armas e equipamentos militares para a África, mas as sanções impostas pelo Ocidente podem permitir que a China conquiste uma fatia deste mercado.
A Rússia fornece mais da metade de todas as armas vendidas na África, que é mais que o dobro do segundo maior fornecedor, a França, seguida pelos Estados Unidos e China, segundo levantamento do South China Morning Post.
Embora a participação chinesa no mercado de armas africano seja pequena, Pequim tem laços estreitos com muitos países do continente. Por essa razão, larga na frente da União Europeia para substituir a Rússia em alguns mercados.
As restrições financeiras e outras sanções introduzidas pelos Estados Unidos e muitos países europeus prejudicaram as cadeias de suprimentos e a produção de equipamentos de defesa russos.
Esse fenômeno, inclusive, teve repercussões, segundo a imprensa brasileira, no Ministério da Defesa do Brasil. A FAB (Força Aérea Brasileira) precisou repensar a sua estratégia para a compra de helicópteros russos em razão das dificuldades em fazer reparos nas aeronaves em meio às sanções.
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Pequim, inclusive, tendo em vista esse fator, estaria de olho em grandes clientes russos na África, como Nigéria e Etiópia, para a venda de veículos blindados e lançadores de foguetes.
A China é um participante comparativamente pequeno no mercado africano de vendas de armas. De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), entre 2000 e 2018, a China respondeu por apenas 7,5% do mercado total.
John Calabrese, chefe do Projeto Oriente Médio-Ásia da American University, em Washington, disse que nos últimos cinco anos a concorrência de vendas de armas na África se intensificou com grandes compradores, como o Egito, buscando diversificar suas fontes.
"É possível que a China tente capitalizar com a expulsão da Rússia desses mercados quando as sanções e restrições financeiras começarem a afetar", disse o especialista. No entanto, Calabrese disse que um fator a ser considerado "é se a China poderia fornecer um substituto pronto para o equipamento russo".
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Outros fornecedores estrangeiros, como os franceses, também podem procurar preencher a lacuna, principalmente no Egito, e um terceiro fator é se a China pode oferecer condições de pagamento e descontos favoráveis.
Moses B. Khanyile, diretor do Centro de Estudos Militares da Universidade Stellenbosch na África do Sul, partilha a opinião que, dada a alta presença de equipamentos militares russos na África, as sanções tornariam mais difícil manter, reparar e revisar equipamentos.
Ele disse que a China provavelmente será uma grande beneficiária desse "vazio", acrescentando que seus acordos de armas existentes podem ser apoiados por outras relações comerciais e diplomáticas que a China já tem com países africanos.
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