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Chefe do Banco da Finlândia pede adesão à OTAN e proibição de importações de energia russa

© AFP 2022 / Kenzo TribouillardBandeira da OTAN ao lado de estátua no Parque do Cinquentenário, Bruxelas, Bélgica, 13 de junho de 2021
Bandeira da OTAN ao lado de estátua no Parque do Cinquentenário, Bruxelas, Bélgica, 13 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 28.03.2022
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Após o início da operação especial da Rússia na Ucrânia, Finlândia e Suécia viram uma mudança acentuada nas suas opiniões públicas em relação à Aliança Atlântica. No entanto, a liderança em ambos os países tem sido mais reservada.
O governador do Banco da Finlândia, Olli Rehn, pediu que o país se junte à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) usando um arranjo semelhante ao de seu vizinho do norte.
"Uma aliança de defesa baseada no modelo norueguês seria uma opção sensata para a Finlândia", disse Rehn em entrevista ao jornal Helsingin Sanomat. "Isso significaria que nenhuma arma nuclear ou bases permanentes da OTAN seriam implantadas na Finlândia. Tal modelo defensivo não ameaçaria ninguém", acrescentou, considerando que tal medida seria aceitável para a liderança russa.
Rehn, um ex-comissário europeu, tem sido um grande defensor da OTAN há décadas. Ele pediu pela primeira vez que a Finlândia se juntasse à OTAN em um artigo de opinião de 1994, quando era professor de ciência política na Universidade de Helsinque e deputado do Partido de Centro. Notavelmente, no mesmo artigo de opinião, ele chamou a Ucrânia de "barril de pólvora".
Rehn sugeriu ainda que a União Europeia (UE) deveria eliminar gradualmente as importações de energia russa, para limitar a receita externa do país à luz do conflito ucraniano, no qual a Rússia interveio para proteger os habitantes das recém-reconhecidas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk diante da intensificação dos ataques das forças ucranianas. Embora o objetivo declarado da Rússia seja desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia, o Ocidente retrata a operação militar como "invasão" e implementou inúmeras sanções em uma verdadeira guerra híbrida.
Estação de transporte de gás exportado de Krasnodar, Rússia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 24.03.2022
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O governador do Banco da Finlândia observou que as importações europeias de energia da Rússia neste ano devem valer cerca de € 600 bilhões (cerca de R$ 3.118 trilhões) a preços atuais, três vezes mais do que em 2020. Parar as exportações de energia russa está na agenda europeia desde o início da operação. Na semana passada, a ministra das Finanças da Finlândia, Annika Saarikko, proclamou que o país deve trabalhar para acabar com sua dependência dos combustíveis fósseis russos. No início de março, a primeira-ministra, Sanna Marin, disse que Helsinque também pretende abandonar sua dependência energética da Rússia "o mais rápido possível", citando uma "mudança de opinião" em toda a Europa após a operação especial da Rússia na Ucrânia.
A Alemanha decidiu suspender o principal projeto de segurança energética da Europa em parceria com a Rússia, o gasoduto Nord Stream 2. A Finlândia, por sua vez, congelou os planos de construir uma usina nuclear em parceria com a russa Rosatom.
O debate sobre a OTAN na Finlândia, país tradicionalmente não-alinhado, reacendeu-se desde o início da operação especial militar russa na Ucrânia. Nas últimas semanas, surgiram duas novas pesquisas de opinião, segundo as quais cerca de 60% dos finlandeses votam a favor da adesão à aliança, pela primeira vez na história.
No entanto, a elite do país tem sido marcadamente mais cautelosa. O presidente Sauli Niinistö disse que está "claro" que a possível adesão da Finlândia à OTAN aumentaria permanentemente as tensões com a Rússia ao longo da fronteira de 1.300 quilômetros entre os dois países. Ao chamar a adesão de "efeito preventivo", Niinistö afirmou também que tal medida acarretaria vários tipos de retaliação russa.
A Suécia, outra nação não-alinhada, também manifestou dinâmica semelhante com pesquisas de opinião recentes indicando uma maioria, pela primeira vez, a favor da adesão à aliança. No entanto, a elite político-financeira da nação é consideravelmente mais reticente.
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