Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Lukashenko: situação na Ucrânia é controlada por representantes do Ocidente em Kiev

© REUTERS / BELTAAleksandr Lukashenko, presidente de Belarus
Aleksandr Lukashenko, presidente de Belarus - Sputnik Brasil, 1920, 19.03.2022
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A declaração foi feita pelo presidente belarusso em entrevista ao canal de TV japonês TBS, divulgada no YouTube hoje, sábado (19).
O mandatário afirmou que Vladimir Zelensky, presidente ucraniano, praticamente não controla os processos na Ucrânia e que, se os Estados Unidos ligassem agora a Zelensky pedindo para cessar os combates, "eles parariam já nesta tarde".
De acordo com suas palavras, representantes do Ocidente e dos EUA assumiram o controle total sobre a operação militar de confronto com a Rússia: "Além disso, eles entregam oficialmente [à Ucrânia] as armas mais modernas, acho que eles controlam completamente a resistência militar e o processo militar na Ucrânia".
O presidente disse ainda que "o que está acontecendo agora na Ucrânia, beneficia a América e seus aliados. É vantajoso afogar Belarus e a Rússia neste conflito, para que nós estejamos envolvidos no conflito e não possamos prestar atenção nem ao Japão, nem à Síria, China, África ou Venezuela".
Além disso, Lukashenko comentou as relações entre Belarus e a Rússia. Segundo ele, os dois países estão "interligados de maneira muito próxima".
"Estamos unidos com a Rússia na mesma medida em que a Ucrânia está sendo apoiada pela América e pela União Europeia, e mesmo pelo Japão", ressaltou.
O chefe de Estado belarusso apontou que Moscou propõe à Ucrânia se tornar um país como Belarus, ou seja, que Kiev não deve possuir armas nucleares e colocar em perigo a segurança russa.
"A Ucrânia deve ser como Belarus, com certas nuances: ela não deve servir de base para atacar a Rússia, ela não deve ter armas nucleares e ameaçar a Rússia. Ela não deve proibir as pessoas que vivem na Ucrânia de falar qualquer língua, há muitos russos lá."
Ele destacou também que ninguém pede a Minsk para participar da operação especial das Forças Armadas russas na Ucrânia, a que Rússia vai resolver "esse problema" sem ajuda de outros países. "A questão é que as pessoas vão sofrer. Portanto, é preciso parar isso".
Segundo suas palavras, "é uma loucura o que está acontecendo entre os povos irmãos. A Rússia entende isso, mas a Ucrânia não quer entender".
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