Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta sexta-feira, 18 de março

© REUTERS / ADRIANO MACHADOPresidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante cerimônia de recepção dos brasileiros e estrangeiros evacuados da Ucrânia, na Base Aérea em Brasília, 10 de março de 2022
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante cerimônia de recepção dos brasileiros e estrangeiros evacuados da Ucrânia, na Base Aérea em Brasília, 10 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2022
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Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando os destaques desta sexta-feira (18), marcada pelas negociações Biden-Xi após aviso americano para não apoiar Moscou, pelo trote dado em ministro britânico por um "premiê ucraniano" e pela apelação do Peru de reverter liberação de ex-presidente.

Bolsonaro: Petrobras deve ser cobrada na Justiça pela alta dos combustíveis

Na noite da quinta-feira (17), durante live semanal, o presidente Jair Bolsonaro leu uma notícia em que a Justiça pedia ao governo federal explicações sobre o preço elevado dos combustíveis, mas o mandatário passou a responsabilidade para a Petrobras, afirmando que a estatal deveria ser cobrada pela escalada de preços. "Se eu quiser, hoje, tirar o diretor da Petrobras, eu não posso trocar. A Petrobras é praticamente independente. Então cobrem da Petrobras, cobrem de quem é de direito, não de mim", de acordo com suas palavras, citadas pelo Correio Braziliense. Segundo o presidente, há países que cobrem preços maiores na gasolina. Bolsonaro acrescentou que se o Brasil concluísse as obras de três refinarias, seria superavitário em petróleo.
© REUTERS / ADRIANO MACHADOPresidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e seus ministros durante cerimônia em frente ao Palácio da Alvorada, Brasília, 17 de março de 2022
Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e seus ministros durante cerimônia em frente ao Palácio da Alvorada, Brasília, 17 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2022
Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e seus ministros durante cerimônia em frente ao Palácio da Alvorada, Brasília, 17 de março de 2022

Ex-presidente da Funai devolve medalha de mérito após premiação de Bolsonaro

Na quinta-feira (17), Sydney Possuelo, ativista e ex-presidente da Fundação Nacional do Índio, devolveu a Medalha do Mérito Indigenista recebida há 35 anos. O gesto ocorreu após a mesma premiação ter sido dada ao chefe da República e a ministros do atual governo, nesta semana. O indigenista brasileiro, conhecido internacionalmente pelos trabalhos com tribos isoladas, enviou uma carta com a medalha, em que manifestou sua "imensa surpresa e natural espanto" quando recebeu a notícia da condecoração de Bolsonaro. Em texto, endereçado ao ministro da Justiça Anderson Torres, o ativista afirma que Bolsonaro se opõe a pautas indígenas e que a premiação dele é um "flagrante, descomunal, ostensiva contradição" em relação a tudo que Possuelo viveu. Assim, a honraria "perdeu toda a razão".
© Folhapress / Antônio GaudérioIndigenista, ativista social e etnógrafo Sydney Possuelo, antes de entrar na selva para tentar contato com a tribo dos índios casseteiros no Alto do Javari, foto de 1996
Indigenista, ativista social e etnógrafo Sydney Possuelo, antes de entrar na selva para tentar contato com a tribo dos índios casseteiros no Alto do Javari, foto de 1996 - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2022
Indigenista, ativista social e etnógrafo Sydney Possuelo, antes de entrar na selva para tentar contato com a tribo dos índios casseteiros no Alto do Javari, foto de 1996

Biden e Xi vão negociar após EUA terem avisado China para não apoiar Rússia

Hoje, sexta-feira (18), o presidente norte-americano, Joe Biden, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, devem discutir uma série de assuntos bilaterais, incluindo a situação na Ucrânia. A chamada vai ocorrer em meio ao aviso que Washington deu a Pequim para não apoiar a Rússia na operação militar especial no território ucraniano. O secretário de Estado, Antony Blinken, disse, durante briefing na quinta-feira (18), que Biden deixará claro a Xi que Pequim seria responsabilizada por quaisquer ações que tomasse para apoiar a operação russa e que os EUA não hesitarão em impor sanções. Adicionalmente, Washington em geral se preocupa com a parceria que só vem se intensificando entre a Rússia e a China, como constatou o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, uma vez que ambos os países se opõem à ordem mundial liberal que foi construída nas últimas décadas. Enquanto isso, representantes de Rússia e China abordaram sua cooperação bilateral no âmbito de segurança.
© AP Photo / Patrick SemanskyPresidente dos EUA, Joe Biden, fala durante almoço anual dos Amigos da Irlanda no Capitólio, Washington, 17 de março de 2022
Presidente dos EUA, Joe Biden, fala durante almoço anual dos Amigos da Irlanda no Capitólio, Washington, 17 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2022
Presidente dos EUA, Joe Biden, fala durante almoço anual dos Amigos da Irlanda no Capitólio, Washington, 17 de março de 2022

Ministro da Defesa britânico exorta investigação por chamada falsa de 'premiê ucraniano'

Ben Wallace, ministro da Defesa do Reino Unido, ordenou um inquérito, na quinta-feira (17), após um impostor alegando ser o primeiro-ministro ucraniano ter conseguido contatá-lo, um incidente que Wallace culpou a Rússia. A videochamada foi acertada por e-mail enviado ao departamento do governo, supostamente por um assessor da embaixada ucraniana, que depois passou para o Ministro da Defesa. "Hoje [17], foi realizada uma tentativa por um impostor alegando ser o primeiro-ministro ucraniano para falar comigo. Ele apresentou várias perguntas enganosas e, depois de suspeitar algo, eu terminei a chamada", escreveu o ministro no Twitter. Uma fonte da Defesa disse à agência Reuters que Wallace ordenou um inquérito imediato sobre como a ligação, que durou cerca de dez minutos, foi autorizada para acontecer. A secretária do Interior, Priti Patel, também disse ter sido alvo de impostor.
© REUTERS / PETER NICHOLLSSecretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, na Downing Street, Londres, 8 de março de 2022
Secretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, na Downing Street, Londres, 8 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2022
Secretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, na Downing Street, Londres, 8 de março de 2022

Governo do Peru vai à Corte IDH para anular sentença que libera ex-presidente Fujimori

O governo peruano anunciou na quinta-feira (17) que vai recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos para reverter a recente decisão do Tribunal Constitucional (TC). Ontem, o TC autorizou perdoar o ex-presidente do país, Alberto Fujimori (1990-2000), condenado a 25 anos de prisão. Ele foi condenado à prisão em 2009 por corrupção e violação dos direitos humanos. Em outubro de 2018, a Corte Suprema reverteu o indulto humanitário de 2017 concedido a Fujimori. A decisão de ontem sobre nova liberação do antigo presidente foi baseada em habeas corpus, isto é, uma ação legal que pede a liberdade de uma pessoa se não existirem motivos suficientes ou justificados para a sua detenção. O TC considerou que devido ao suposto delicado estado de saúde do ex-presidente, os efeitos do indulto devem ser restabelecidos, e ordenou assim sua liberação.
© AP Photo / Martin MejiaManifestantes em protesto contra decisão do Tribunal Constitucional do Peru de liberar o ex-presidente Alberto Fujimori, Lima, 17 de março de 2022
Manifestantes em protesto contra decisão do Tribunal Constitucional do Peru de liberar o ex-presidente Alberto Fujimori, Lima, 17 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2022
Manifestantes em protesto contra decisão do Tribunal Constitucional do Peru de liberar o ex-presidente Alberto Fujimori, Lima, 17 de março de 2022

Embaixada russa pede que EUA revelem dados sobre biolaboratórios na Ucrânia

Conforme constatou ontem (17) a Embaixada da Rússia em Washington, os Estados Unidos têm que divulgar informação sobre suas atividades biológicas na Ucrânia, uma vez que a Rússia duvida de seus objetivos pacíficos. "Nós exortamos o lado americano, o mais rápido possível, a revelar os dados sobre atividades biomilitares em laboratórios no território ucraniano. Como se pode tratar de investigações pacíficas, se o Pentágono está por trás de todo o trabalho?", indagou a missão diplomática russa. Nota-se que os argumentos e acusações americanas contra a Rússia pelas "violações" da Convenção sobre Armas Químicas não fazem sentido, já que os próprios EUA não respeitam seus compromissos. Recentemente, a Defesa russa apresentou dados sobre Washington ter gastado mais de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) nos laboratórios na Ucrânia que participaram do programa biomilitar norte-americano.
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