Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Há pontos de concórdia com a Ucrânia, diz líder da equipe de negociações da Rússia

© REUTERS / Dado RuvicBandeiras da Rússia e da Ucrânia em ilustração de 27 de janeiro de 2022
Bandeiras da Rússia e da Ucrânia em ilustração de 27 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2022
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A equipe de negociação da Rússia, que está participando de conversações com a Ucrânia, relatou haver proximidade em algumas questões, mas que mesmo nessas há pontos por resolver.
Vladimir Medinsky, assessor de Vladimir Putin, presidente da Rússia, e líder da equipe de negociação russa, revelou na sexta-feira (18) os temas sobre os quais Moscou e Kiev atingiram maior sintonia.
"O status neutral e não adesão da Ucrânia à OTAN são os temas sobre os quais Moscou e Kiev se aproximaram mais nas negociações", indicou ele aos jornalistas.
Medinsky advertiu, no entanto, que mesmo nesses pontos há nuances relacionadas com garantias de segurança à Ucrânia.
"Nuances relacionadas com as garantias de segurança que a Ucrânia recebe além das existentes, em caso de rejeitar a entrada no bloco da OTAN", referiu o assessor do presidente russo.
Sobre a região de Donbass, Vladimir Medinsky crê que o próprio povo deve decidir quem governa o território.
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"Realmente, a questão da administração de Donbass, desses territórios, é a questão-chave das negociações, mas olhamos para ela de formas diferentes", comentou.
"O lado ucraniano crê que a questão da administração do território deve ser decidida de forma centralizada em Kiev, enquanto nós cremos que a questão da administração deve ser decidida pelo povo de Donbass. O povo de Donbass se pronunciou sobre isso há oito anos. Desde então, durante oito anos, tem sido obrigado a conduzir uma guerra, defendendo sua própria decisão."
Segundo o membro da equipe de negociação russa, só os dados oficiais de organizações internacionais apontam para quase 14.000 mortes de civis desde o começo do conflito, "sem contar a enorme quantidade de pessoas com armas nas mãos".
"O que é a democracia? É o poder do povo, para o povo e em nome do povo, então são estas as nossas abordagens", explicou o assessor de Putin, e sublinhou que a posição da Rússia já foi definida, e que Moscou não desistirá dela.
"A questão é que nossa posição é muito clara, ela foi formulada diversas vezes pelo presidente, foi apoiada por todo o nosso país, e não temos a possibilidade de se afastar dela", defendeu Medinsky.
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