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Stoltenberg nega culpa da OTAN pela situação na Ucrânia e que seu pedido de adesão seja provocação

© REUTERS / Murad SezerJens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, durante entrevista com a agência britânica Reuters à margem do Fórum de Diplomacia de Antália, Turquia, 11 de março de 2022
Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, durante entrevista com a agência britânica Reuters à margem do Fórum de Diplomacia de Antália, Turquia, 11 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 12.03.2022
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O secretário-geral da OTAN falou no Fórum de Diplomacia de Antália, na Turquia, onde foi questionado sobre o possível papel da OTAN na crise que se desenrolou em torno da Ucrânia.
Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, rejeitou culpar a Aliança Atlântica pelo que se tem passado na Ucrânia no Fórum de Diplomacia de Antália, Turquia.
Ele foi questionado na sexta-feira (11) por uma jornalista britânica, que perguntou se as políticas de longa data da OTAN não contribuíram para a escalada do conflito em torno da Ucrânia.
"Muitas pessoas argumentariam com a chamada 'política de portas abertas', trazendo mais e mais países do Leste Europeu, que os russos têm tido como linha vermelha há muito tempo, precedendo o presidente [russo Vladimir] Putin", referiu Ghida Fakhry.
"Você chama isso de 'sua guerra', mas nós sabemos, isso tem sido bem documentado, [que] funcionários sêniores e outros disseram que a Rússia tem [dito] [...] que a Ucrânia e a Geórgia se juntarem à OTAN, era suposto ser uma grande questão, que isso poderia levar a esta grande conflagração, e aqui estamos nós. Você não aceita parte da culpa, de fato, uma grande parte da culpa?"
Em resposta, Stoltenberg expôs seu ponto de vista justificando as ações da Aliança Atlântica.
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"Não, de todo. Só a ideia de que isso é provocativo, que certas nações fazem o que quiserem, apenas demonstra a completamente errada visão do mundo que isso reflete", afirmou.
"Esta ideia de que as grandes potências podem decidir o que seus vizinhos podem fazer, e que se fizerem algo de que não gostam, é uma provocação, sabe, esse não é um mundo em que eu quero viver", opinou o secretário-geral da OTAN citando o exemplo da Noruega, que entrou na aliança como Estado-membro fundador em 1949, com essa ação sendo caraterizada de "provocação" pela URSS.
Segundo Jens Stoltenberg, não é a OTAN que se está expandindo para leste, mas sim novos membros que adotam "decisões democráticas livres reais, tomaram suas decisões e decidiram seu caminho", e que esse processo tem sido um "grande sucesso".
Ao longo dos anos têm sido discutidas as negociações realizadas por representantes ocidentais com seus homólogos soviéticos no período a seguir ao final da Guerra Fria, com destaque para James Baker, então secretário de Estado dos EUA, que prometeu em 1990 a Gorbachev que o bloco militar não se expandiria mais para leste se a Alemanha se reunificasse, apesar de 14 membros se juntarem à OTAN desde então.
A Rússia tem protestado contra a expansão da OTAN desde os anos 1990, considerando que a presença militar do bloco junto de suas fronteiras constitui uma ameaça direta ao país. Vladimir Putin, presidente da Rússia, reconheceu que Mikhail Gorbachev, ex-líder da URSS entre os anos de 1985 e 1991, cometeu um erro ao não converter as negociações sobre a expansão da OTAN em um acordo escrito.
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