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MRE russo: Moscou pode reiniciar diálogo com Washington sobre segurança, se EUA estiverem prontos

© AP Photo / Denis BalibouseVice-secretária de Defesa, Wendy Sherman, e o vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov, durante negociações EUA-Rússia em Genebra, 10 de janeiro de 2022
Vice-secretária de Defesa, Wendy Sherman, e o vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov, durante negociações EUA-Rússia em Genebra, 10 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 12.03.2022
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O vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov, disse neste sábado (12) que nem todas as recentes propostas da Rússia a respeito de segurança se mantêm, uma vez que a situação mudou.

"A conjuntura mudou completamente, agora a situação é radicalmente diferente, e a questão é como assegurar que os objetivos da operação militar especial colocados pelas nossas autoridades sejam alcançados. Esses objetivos foram repetidamente anunciados, são bem conhecidos", disse o diplomata no ar do canal de TV Pervy.

Contudo, o vice-chanceler confirmou que a Rússia está disposta para trabalhar com os EUA em assuntos de segurança e também no tratado Novo START de Redução de Armas Estratégicas:
"Se os americanos estiverem prontos para isso, para reiniciar o diálogo, certamente, podemos e estamos dispostos a isso, tanto como para o trabalho no âmbito do Novo START, onde também há uma certa pausa. Tudo depende de Washington".
Ao mesmo tempo, Moscou adverte Washington de "passos imprudentes" na área de estabilidade estratégica. As declarações norte-americanas sobre uma terceira guerra mundial é uma tentativa de jogar com as emoções, de acordo com Ryabkov.

"Entretanto, o chefe de Estado dos EUA fala abertamente sobre a ameaça de uma terceira guerra mundial. É uma tentativa de brincar com os nervos, uma tentativa de impor a sua agenda a toda a comunidade internacional. Para nós, os objetivos destrutivos dessa linha são óbvios."

Mesmo assim, a Rússia não vai conduzir o diálogo sobre temas "que nos sejam impostos pela administração norte-americana", ressaltou o diplomata.
"Agora está em curso uma aberta guerra econômica contra a Federação da Rússia, há uma especulação descarada sobre certas oportunidades que o sistema financeiro e bancário americano tem".
No momento, toda a natureza intrínseca da política de sanções dos EUA "se tornou completamente visível em toda sua repugnante e inaceitável essência antirrussa", disse ele.
Conforme disse o diplomata, a Rússia sabia que podia esperar uma cilada da parte dos EUA, por isso se preparou para tal. Ele acredita que, se não acontecesse a operação especial na Ucrânia, Washington encontraria algum outro pretexto para concretizar as medidas antirussas.
"Nossas relações foram jogadas muito para trás. A culpa está toda no lado americano e nas diversas administrações que têm se seguido".
A Rússia avisou os EUA sobre as consequências que as entregas de armamento para Kiev terão: os comboios com armas estrangeiras se tornarão alvos legítimos para as Forças Armadas da Rússia.
"Já advertimos os EUA de que a entrega em massa, orquestrada por eles, de armas de vários países para a Ucrânia não é apenas um movimento perigoso, mas uma ação que transforma esses comboios em alvos legítimos."
Além disso, o Ocidente está cortando o fluxo de informação que inclui pontos de vista alternativos. "Eles se convenceram a si mesmos de que é o único caminho certo. Eles se privam de outros dos meios [de comunicação] para que as pessoas tirem as suas próprias conclusões".
No que diz respeito dos correspondentes americanos, Ryabkov apontou que a Rússia não os expulsou do país, eles saíram por sua vontade.
Por outro lado, Moscou está satisfeita com a forma como desenvolve o diálogo com a China, que permanece um parceiro fiável da Rússia: "É o nosso vizinho mais próximo, nosso amigo, parceiro estratégico, parceiro fiável". De acordo com suas palavras, nas relações russo-chinesas foram acumulados "recursos únicos e especiais".
O vice-chanceler russo concluiu que a crise atual não tem análogos em sua profundidade e que suas consequências vão ser sentidas por muito tempo.
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