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EUA e Filipinas assinam acordo sobre cooperação nuclear civil estratégica

© Foto / Wikimedia CommonsUsina Nuclear de Bataan, Filipinas.
Usina Nuclear de Bataan, Filipinas. - Sputnik Brasil, 1920, 11.03.2022
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O Departamento de Estado dos EUA anunciou na última quinta-feira (10) a assinatura de um Memorando de Entendimento sobre Cooperação Nuclear Civil Estratégica com as Filipinas.
O Memorando de Entendimento (MOU, na sigla em inglês) entre Washington e Manila vai fazer com que o país asiático possa finalmente reiniciar seu programa de energia nuclear.
"Os Estados Unidos e as Filipinas têm uma aliança duradoura e mantêm uma cooperação de longa data nas áreas de segurança, energia, comércio e não proliferação", diz o comunicado do Departamento de Estado. "Aprofundar nossa cooperação em energia nuclear, ciência e tecnologia tem o potencial de contribuir significativamente para nossas metas compartilhadas de energia limpa, desenvolvimento agrícola, disponibilidade de água limpa, tratamentos médicos e muito mais. Nossa cooperação nuclear se baseia em um forte regime de não proliferação e no firme compromisso das Filipinas com a não proliferação."
O MOU foi assinado pelo subsecretário de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional dos EUA, Bonnie Jenkins, e pelo subsecretário de Energia das Filipinas, Gerardo Erguiza Jr.
No mês passado, o presidente filipino, Rodrigo Duterte, assinou uma ordem executiva revivendo o programa de energia nuclear para ajudar o país a eliminar as usinas de carvão mais antigas. No período que antecedeu a Cúpula do Clima do presidente dos EUA, Joe Biden, em abril passado, Manila prometeu reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 75% até 2030.
In this image released by the U.S. Navy, the aircraft carrier USS Carl Vinson, flanked by South Korean destroyers, from left, Yang Manchun and Sejong the Great, and the U.S.Navy's Wayne E. Meyer and USS Michael Murphy, transit the western Pacific Ocean Wednesday, May 3, 2017. - Sputnik Brasil, 1920, 24.01.2022
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"Adotar um programa nuclear não é apenas construir usinas nucleares", disse Erguiza em um comunicado na época. "É uma questão de energia e segurança nacional. Se no futuro for decidido que as Filipinas estão aptas e finalmente prontas para embarcar em sua jornada de energia nuclear, seremos capazes de olhar para trás e apreciar essa emissão histórica."

Parte desse plano prevê a revitalização da usina nuclear de Bataan, um reator de água leve pressurizada de 620 megawatts construído pela empresa de energia nuclear norte-americana Westinghouse em 1976 para o governo de Ferdinand Marcos. No entanto, à medida que a central se aproximava da conclusão, o desastre de 1986 em Chernobyl, na então União Soviética, fez com que Manila pensasse duas vezes sobre sua implementação. O prédio ficou de prontidão, mas nunca chegou a ser abastecido ou ligado.
Outras preocupações de segurança também surgiram, como possíveis impactos do monte Pinatubo, a 56,3 km de distância, vulcão inativo por cinco séculos até junho de 1991, quando entrou em erupção — apenas cinco anos após Chernobyl. A erupção foi a segunda maior do século XX.
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