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Na Polônia, Kamala Harris anuncia que EUA entregaram sistema de mísseis Patriot ao país

© REUTERS / Mídia Associada A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, participa de uma entrevista coletiva com o presidente polonês Andrzej Duda (não na foto) no Palácio Belwelder, em Varsóvia, Polônia 10 de março de 2022
A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, participa de uma entrevista coletiva com o presidente polonês Andrzej Duda (não na foto) no Palácio Belwelder, em Varsóvia, Polônia 10 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2022
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Em visita a Varsóvia nesta quinta-feira (10), a democrata fez questão de destacar a parceria norte-americana com o governo polonês e anunciou o envio de sistema de mísseis para a região.
A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, procurou reforçar os laços de cooperação entre os dois países ao se encontrar com o presidente polonês, Andrzej Duda, após uma aparente desconexão entre as duas nações sobre o fornecimento de caças à Ucrânia.
Na visita, Harris disse que Washington entregou sistemas de mísseis Patriot para Varsóvia.

"Nós enviamos sistemas de mísseis Patriot para a Polônia esta semana e hoje [10] posso anunciar que entregamos esses sistemas. Fazemos isso como um lembrete e demonstração de nossa comunicação", anunciou Harris.

Ontem (9), o porta-voz do Pentágono, John Kirby, informou que a implantação de mísseis Patriot em território polonês é temporária e provavelmente o equipamento retornará à Alemanha, onde já foram usados quando apropriado.
Na terça-feira (8), a Polônia informou que estava pronta para fornecer todos os seus caças MiG-29 a Kiev, e que esperava um sinal da OTAN para que as aeronaves fossem enviadas para Ramstein, na Alemanha, onde fica a base aérea dos EUA, conforme noticiado.
Entretanto, o Pentágono rejeitou a doação dos caças uma vez que a administração Biden não vê uma "justificativa substantiva" para a ação e acredita que a proposta "não é sustentável".
© REUTERS / Mídia AssociadaA vice-presidente dos EUA Kamala Harris e o presidente polonês Andrzej Duda apertam as mãos após uma entrevista coletiva no Palácio Belwelder, Varsóvia, Polônia, em 10 de março de 2022
A vice-presidente dos EUA Kamala Harris e o presidente polonês Andrzej Duda apertam as mãos após uma entrevista coletiva no Palácio Belwelder, Varsóvia, Polônia, em 10 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2022
A vice-presidente dos EUA Kamala Harris e o presidente polonês Andrzej Duda apertam as mãos após uma entrevista coletiva no Palácio Belwelder, Varsóvia, Polônia, em 10 de março de 2022
No começo deste mês, o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, pediu à OTAN que criasse uma zona de exclusão aérea na Ucrânia. Porém, o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, disse que tal passo não seria possível uma vez que a ação demandaria o envio de aviões da OTAN ao espaço aéreo ucraniano, e isso poderia culminar em um conflito completo na Europa.
"A única maneira de implementar uma zona de exclusão aérea é enviar aviões de combate da OTAN para o espaço aéreo da Ucrânia e, em seguida, impor essa zona de exclusão aérea derrubando aviões russos. Se fizermos isso, terminaremos com algo que pode acabar em uma guerra completa na Europa, envolvendo muito mais países e causando muito mais sofrimento humano. É por isso que tomamos essa decisão dolorosa", declarou.
No dia 24 de fevereiro o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação especial da Rússia na Ucrânia.
Entre os principais objetivos da operação estão a "desmilitarização e desnazificação da Ucrânia" para proteger a população da região de Donbass e para prevenir um ataque contra a Rússia a partir do território da Ucrânia em meio a ações agressivas da OTAN e avanço do bloco para o leste europeu.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, participa de uma coletiva de imprensa conjunta do presidente russo Vladimir Putin e do presidente bielorrusso Alexander Lukashenko em Moscou, Rússia, em 18 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 24.02.2022
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