Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta quarta-feira, 2 de março

© REUTERS / Saul LoebPresidente dos EUA, Joe Biden, faz discurso de Estado da União no Congresso, 1º de março de 2022
Presidente dos EUA, Joe Biden, faz discurso de Estado da União no Congresso, 1º de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 02.03.2022
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Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quarta-feira (2), marcada pelo primeiro discurso da União de Estado de Biden, com foco na Ucrânia, pelas medidas de Putin de manter a estabilidade financeira russa e pela rejeição do Japão de compartilhar armas nucleares com os EUA.

Embaixador brasileiro em Kiev e equipe deixam Ucrânia

Com o conflito intensificado na Ucrânia, o embaixador brasileiro no país, Norton de Andrade Mello Rapesta, informou na terça-feira (1º) que, por razões de segurança, ele e a equipe abandonaram Kiev. Contudo, o diplomata afirmou também que permanecerá no território ucraniano até retirar todos os cidadãos brasileiros que desejem sair da Ucrânia. Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores notificou que ontem cerca de 40 brasileiros saíram da Ucrânia e chegaram ao Brasil. Entre os passageiros estavam os jogadores de futebol do Shakhtar de Donetsk. Eles foram de trem até a Romênia e, de lá, de avião até solo brasileiro. Segundo o Itamaraty, mais de 100 brasileiros conseguiram deixar a Ucrânia e ir para países vizinhos. Cerca de 80 cidadãos continuam no país, mas manifestaram ao órgão o interesse de sair.
© Folhapress / Roberto Casimiro /FotoarenaChegada de brasileiros fugindo da Ucrânia, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, 1º de março de 2022
Chegada de brasileiros fugindo da Ucrânia, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, 1º de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 02.03.2022
Chegada de brasileiros fugindo da Ucrânia, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, 1º de março de 2022

Chuvas voltam à cidade de São Paulo provocando queda de árvores e danos em carros

Na sequência de chuvas fortes desde o fim da tarde desta terça-feira (1º) em São Paulo, foi emitido um alerta de possíveis alagamentos em toda a cidade. Pelo menos 14 voos foram transferidos de Guarulhos para outros aeroportos. Os bombeiros continuam recebendo chamadas sobre queda de árvores e desabamentos ou deslizamentos de terra. Em alguns bairros do município, pessoas ficaram ilhadas após a água subir rapidamente. Conforme o comunicado emitido pelo Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas, "há potencial para formação de alagamentos intransitáveis" em todas as regiões. Chuvas intermitentes devem continuar nas próximas horas.
© Folhapress / Humberto de França/Futura PressEnchentes nas ruas de São Paulo em 1º de março de 2022
Enchentes nas ruas de São Paulo em 1º de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 02.03.2022
Enchentes nas ruas de São Paulo em 1º de março de 2022

Biden faz discurso de Estado da União focando-se na crise ucraniana

O presidente norte-americano, Joe Biden, fez seu primeiro discurso anual de Estado da União com foco na situação em torno da Ucrânia e da Rússia. O líder americano reafirmou seus planos de continuar apoiando a Ucrânia financeiramente. Ao mesmo tempo, Biden descartou completamente qualquer participação, atual ou futura, das tropas americanas no conflito russo-ucraniano. Ele ressaltou que a economia russa "treme" por culpa de Vladimir Putin, que ficou isolado mais do que nunca. Biden anunciou que os EUA também fecharam o espaço aéreo para os voos russos. Além disso, o Departamento da Justiça vai criar uma força-tarefa que investigará as ações de grandes empresários russos. Conforme suas palavras, o conflito na Ucrânia "enfraquecerá a Rússia", enquanto o resto do mundo virará mais forte. No que se refere à política interna, o presidente falou sobre a nova Lei da Infraestrutura, que "vai transformar a América e colocar-nos no caminho para ganhar a competição econômica do século 21 que enfrentamos com o resto do mundo - particularmente com a China".
© AP Photo / Saul LoebPresidente dos EUA, Joe Biden, faz discurso de Estado da União no Congresso, com presença da vice-presidente, Kamala Harris, e da presidente da câmara, Nancy Pelosi, 1º de março de 2022
Presidente dos EUA, Joe Biden, faz discurso de Estado da União no Congresso, com presença da vice-presidente, Kamala Harris, e da presidente da câmara, Nancy Pelosi, 1º de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 02.03.2022
Presidente dos EUA, Joe Biden, faz discurso de Estado da União no Congresso, com presença da vice-presidente, Kamala Harris, e da presidente da câmara, Nancy Pelosi, 1º de março de 2022

Ante sanções globais, Putin assina decreto para manter a estabilidade financeira na Rússia

A Boeing, fabricante americana de aviões, anunciou suspender entregas de peças e o apoio técnico para companhias aéreas russas devido à operação militar russa na Ucrânia. A empresa russa AviaPort disse que pode prestar o apoio técnico aos aviões Boeing na Rússia, confirmou o representante à Sputnik. A empresa energética Exxon Mobil disse também que vai sair das operações de petróleo e gás da Rússia, avaliadas em mais de US$4 bilhões (R$ 20,64 bilhões), e suspender novos investimentos em vista da situação atual. A American Express fechou a cooperação com os bancos russos sob sanções. Ante as restrições impostas pelo Ocidente, o Sberbank, o maior banco do país, decidiu sair do mercado europeu. Enquanto isso, ontem (1º), o presidente Vladimir Putin assinou o decreto sobre a manutenção da estabilidade financeira da federação. Em particular, o documento prevê o banimento a partir de 2 de março do envio de moeda estrangeira para o exterior acima de US$ 10 mil (R$ 51,6 mil).
© REUTERS / SPUTNIKPresidente russo, Vladimir Putin, durante encontro com um dos governadores da Rússia, em Moscou, 1º de março de 2022
Presidente russo, Vladimir Putin, durante encontro com um dos governadores da Rússia, em Moscou, 1º de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 02.03.2022
Presidente russo, Vladimir Putin, durante encontro com um dos governadores da Rússia, em Moscou, 1º de março de 2022

Rainha Elizabeth II volta ao trabalho após infecção por COVID-19

A rainha britânica, Elizabeth II, retomou seus deveres públicos nesta terça-feira (1º) depois de adoecer com a COVID-19. Seu filho e príncipe herdeiro Charles disse que sua mãe está "muito melhor". Ontem a rainha já teve reuniões em formato de videoconferência com dois recém-empossados embaixadores, a partir do castelo de Windsor, informou o Palácio de Buckingham. De acordo com o comunicado, a rainha teve audiências com o embaixador de Andorra, Carles Jordan Madero, e do Chade, Kedella Younous Hamidi. As preocupações aumentaram em torno da figura da monarca de 95 anos, que testou positiva para o coronavírus em 20 de fevereiro. Na semana passada, a rainha cancelou todos os eventos programados, sofrendo o que foi descrito como sintomas "leves" da COVID-19. O Palácio de Buckingham tem dito repetidamente que Elizabeth está efetuando "tarefas leves".
© AP Photo / Victoria JonesRainha britânica, Elizabeth II, faz audiência por videoconferência a partir do castelo de Windsor com o embaixador do Chade, 1º de março de 2022
Rainha britânica, Elizabeth II, faz audiência por videoconferência a partir do castelo de Windsor com o embaixador do Chade, 1º de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 02.03.2022
Rainha britânica, Elizabeth II, faz audiência por videoconferência a partir do castelo de Windsor com o embaixador do Chade, 1º de março de 2022

Premiê japonês rejeita ideia de implantar armas nucleares dos EUA

Nesta quarta-feira (2), o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, descartou a possibilidade do chamado "compartilhamento nuclear" americano como contrário aos princípios não-nucleares do país. "Não se tratava de possuir, mas de compartilhar armas nucleares. Compartilhar armas nucleares significaria entregar armas nucleares dos EUA em nosso território e, em caso de contingência, colocá-las em nossos caças e manter seu funcionamento", disse Kishida em audição da comissão parlamentar do orçamento. O premiê se referiu à política do Japão de três princípios não nucleares, adotada nos anos 1970, que implica a não-produção, a não-posse e a não-introdução de armas nucleares no seu território. "Se o uso conjunto da dissuasão nuclear dos EUA para fins de defesa significa isso mesmo, então do ponto de vista da estrita observância dos três princípios não nucleares, bem como o uso pacífico da energia nuclear, é difícil para o governo aceitar isso", acrescentou Kishida.
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