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Lado obscuro de 'Júpiter' fora do Sistema Solar é mapeado em detalhes pela 1ª vez (VÍDEO)

© Foto / Engine House VFX / Instituto Tecnológico de MassachusettsNo gigante gasoso WASP-121b, que orbita sua estrela em uma rotação síncrona
No gigante gasoso WASP-121b, que orbita sua estrela em uma rotação síncrona - Sputnik Brasil, 1920, 23.02.2022
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No gigante gasoso WASP-121b, que orbita sua estrela em uma rotação síncrona, as moléculas de água se formam no lado obscuro do planeta e se desintegram em átomos durante o dia, onde as temperaturas podem alcançar os 3.200 graus.
Um grupo de astrônomos obteve as imagens mais detalhadas já registradas do lado obscuro do exoplaneta WASP-121b, que orbita uma estrela a aproximadamente 850 anos-luz da Terra, comunicou o Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
O WASP-121b é um gigante gasoso cerca de duas vezes maior que Júpiter. Por estar próximo de sua estrela anfitriã, de fato, seu ano dura apenas 30 horas terrestres, e é classificado como um planeta quente.
Ao mesmo tempo, sua particularidade consiste em estar em um acoplamento de maré com sua estrela, tal como a Lua em sua rotação em torno da Terra. Por este motivo, seus dois lados opostos não foram estudados na mesma medida.
"Os Júpiteres quentes são famosos por terem lados diurnos muito brilhantes, porém o lado noturno é uma outra história. O lado noturno do WASP-121b é aproximadamente 10 vezes menos brilhante que seu lado diurno", indica um dos autores do estudo, Tansu Daylan.
Segundo os cientistas, no lado diurno do WASP-121b as temperaturas variam entre 2.220 e 3.200 graus centígrados, enquanto no noturno são consideravelmente mais baixas e variam entre 1.200 e 1.500 graus. Estas condições influenciam significativamente os processos atmosféricos em todo o planeta.
Assim, o ciclo hidrológico no exoplaneta difere consideravelmente do da Terra e consiste em duas fases. Durante a primeira, as moléculas de H20 são desintegradas em átomos no lado diurno. Na segunda, os átomos de hidrogênio e oxigênio acabam no lado noturno, onde se unem novamente nas moléculas de água. Movem-se pelo planeta graças aos ventos sustentados de até 18 mil quilômetros por hora, estimam os cientistas.
Além da água, os astrônomos detectaram no lado noturno do WASP-121b nuvens de outras substâncias, como ferro e corindo. Em seu movimento pela atmosfera, podem produzir chuvas de gemas líquidas e se vaporizar no lado diurno.

"Com esta observação, realmente estamos obtendo uma visão global da meteorologia de um exoplaneta", afirmou o autor principal do estudo, publicado na revista Nature Astronomy, Thomas Mikal-Evans.

"Esta seria a primeira vez que poderíamos medir uma molécula que contém carbono na atmosfera deste planeta. A quantidade de carbono e oxigênio na atmosfera fornece pistas sobre onde são formados este tipo de planetas", explicou.
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