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Moscou entregou ao embaixador dos EUA reação à resposta de Washington sobre garantias de segurança

© Sputnik / Maria DevakhinaPrédio do Ministério das Relações Exteriores russo em Moscou, Rússia
Prédio do Ministério das Relações Exteriores russo em Moscou, Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 17.02.2022
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Moscou entregou ao embaixador dos EUA na Rússia, John Sullivan, sua reação à resposta dos EUA sobre garantias de segurança, informa chancelaria russa.
Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse recentemente que a resposta aos Estados Unidos sobre as propostas de segurança seria tornada pública.
"Em 17 de fevereiro deste ano, ao embaixador J. Sullivan dos Estados Unidos, convidado ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia, foi entregue a seguinte reação à resposta anterior dos EUA ao projeto de acordo entre a Federação da Rússia e os Estados Unidos da América sobre garantias de segurança", detalha o comunicado.
As propostas da Rússia sobre garantias de segurança devem ser consideradas como um todo, sem separação dos componentes individuais, declarou Moscou em sua resposta aos EUA.
O ministério russo chamou a atenção dos EUA que nos documentos apresentados sobre garantias de segurança a Rússia propôs seguir pelo caminho de uma solução abrangente e de longo prazo da situação inaceitável que continua se formando na região da Europa e do Atlântico.
"Em primeiro lugar, trata-se da criação de uma base sólida para a arquitetura de segurança na forma de um acordo sobre a rejeição por parte da OTAN de [tomar] ações ulteriores prejudiciais à segurança da Rússia. Para nós isso continua sendo um imperativo inalterável. Na ausência desta base sólida, as medidas interligadas de controle de armamentos e redução dos riscos militares, que asseguram a contenção e previsibilidade das atividades militares em determinadas direções, mesmo que possam ser acordadas, não serão estáveis a longo prazo", detalha chancelaria russa.
No documento o ministério salientou especificamente a inaceitabilidade das exigências de retirada das tropas russas de determinadas zonas do país.
Destaca-se que a Rússia expressa sua preocupação com a "crescente atividade militar dos Estados Unidos e da OTAN junto das fronteiras russas, enquanto as nossas 'linhas vermelhas' e nossos principais interesses de segurança, bem como o direito soberano da Rússia de protegê-los continuam sendo ignorados".
A chancelaria também ressaltou que Rússia não planeja qualquer "invasão" da Ucrânia, é por isso que "as alegações de 'responsabilidade russa pela escalada' não podem deixar de ser consideradas como uma tentativa de exercer pressão e desvalorizar as propostas da Rússia sobre garantias de segurança".
Rússia acredita que para acalmar a situação em torno da Ucrânia "é fundamentalmente importante" implementar uma série de medidas, incluindo a suspensão de fornecimento de armas à Ucrânia, a retirada de todos os conselheiros e instrutores ocidentais do país, e parar de realizar quaisquer exercícios conjuntos com as Forças Armadas da Ucrânia.
"Na ausência de disposição da parte americana de chegar a um acordo sobre garantias firmes juridicamente vinculativas para garantir a nossa segurança por parte dos EUA e seus aliados, Rússia será obrigada a reagir, inclusive através da implementação de medidas técnico-militares", lê-se no texto divulgado pela chancelaria russa.
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Panorama internacional
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