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Matéria escura passando por estrelas criaria ondas de choque possivelmente detectáveis, diz estudo

© NASA . ESA/Hubble & NASAGaláxia anã IC 4870
Galáxia anã IC 4870 - Sputnik Brasil, 1920, 04.02.2022
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Acredita-se que a matéria escura, um material hipotético que não absorve, emite ou reflete luz, é responsável por mais de 80% da matéria no Universo.
Embora muitos estudos tenham indiretamente sugerido a sua existência, até agora os físicos têm sido incapazes de detectar diretamente a matéria escura e assim determinar com confiança de que consiste.
Um fator que torna a busca por matéria escura particularmente desafiadora é que muito pouco se sabe sobre a sua possível massa e composição. Isso significa que as buscas de matéria escura são em grande parte baseadas em hipóteses e suposições teóricas.
Recentemente cientistas do Laboratório Nacional do Acelerador no Centro de Aceleração Linear de Stanford (SLAC na sigla em inglês), nos EUA, e da Universidade de Paris-Saclay, na França, realizaram um estudo teórico que poderia introduzir uma nova maneira de procurar a matéria escura.
O seu artigo, publicado na revista Physical Review Letters mostra que, quando a matéria escura macroscópica viaja através de uma estrela, ela poderia produzir ondas de choque que podem alcançar a superfície da estrela.
Por sua vez, essas ondas podem levar a emissões ópticas, de radiação ultravioleta (UV) e raios X, distintas e transitórias, que podem ser detectáveis por telescópios sofisticados.
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"A maioria dos experimentos procurou matéria escura feita de partículas separadas, cada uma tão pesada quanto um núcleo atômico, ou aglomerados tão maciços quanto planetas ou estrelas", disse ao portal Phys.org Kevin Zhou, um dos pesquisadores do estudo.
"Estávamos interessados no caso intermediário da matéria escura do tamanho de um asteroide, que se pensava ser difícil de testar experimentalmente, já que 'asteroides escuros' seriam muito raros para impactar a Terra, mas muito pequenos para serem vistos no espaço", acrescentou.
Ondas de choque são sinais distintos produzidos quando um objeto está se movendo mais rápido do que a velocidade do som. Por exemplo, quando uma aeronave supersônica produz estrondo sônico que pode ser ouvido da superfície da Terra, mesmo quando está voando a vários quilômetros acima da superfície.
Da mesma forma, Zhou e seus colegas previram que as ondas de choque produzidas por "asteroides escuros" no interior de uma estrela poderiam alcançar a sua superfície. Isso, por sua vez, poderia resultar em um ponto quente de curta duração que poderia ser detectado por telescópios que são capazes de examinar o espectro UV.
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