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EUA elimina líder do Daesh em ataque noturno na Síria, diz Biden

© AFP 2022 / SAUL LOEBO presidente dos EUA, Joe Biden, fala sobre operação de contraterrorismo na Síria da Sala Roosevelt da Casa Branca em Washington, DC, 3 de fevereiro de 2022
O presidente dos EUA, Joe Biden, fala sobre operação de contraterrorismo na Síria da Sala Roosevelt da Casa Branca em Washington, DC, 3 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 03.02.2022
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Na quinta-feira (3), o porta-voz do Pentágono, John Kirby, anunciou que as forças de operações especiais dos EUA concluíram com sucesso uma operação de contraterrorismo na província de Idlib, noroeste da Síria. Pelo menos uma dúzia de pessoas, incluindo civis, teriam morrido no ataque.
O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou que forças norte-americanas eliminaram o principal comandante do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) em ataque na Síria.
"Na noite passada, sob minha direção, as forças militares dos EUA no noroeste da Síria realizaram com sucesso uma operação de contraterrorismo para proteger o povo norte-americano e nossos aliados e tornar o mundo um lugar mais seguro. Graças à habilidade e bravura de nossas Forças Armadas, eliminamos do campo de batalha Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurashi – o líder do Daesh. Todos os americanos retornaram em segurança da operação", disse Biden em um breve comunicado na quinta-feira (3).
"Nossas forças realizaram a operação com preparação e precisão costumeiras, e eu ordenei ao Departamento de Defesa que tomasse todas as precauções possíveis para minimizar as baixas civis", disse Biden em briefing expandido a repórteres no final do dia.
Al-Qurashi, de 45 anos, foi apelidado de segundo "califa" do Estado Islâmico, também conhecido como ISIS ou Daesh, depois que seu primeiro líder, Abu Bakr al-Baghdadi, foi morto em um ataque dos EUA em outubro 2019, também na província de Idlib.
Comandos dos EUA atacaram a vila de Atmeh, situada em Idlib, controlada pelos rebeldes apoiados pela Turquia, a bordo de helicópteros nas primeiras horas desta quinta-feira (3), matando al-Qurashi e pelo menos uma dúzia de outras pessoas, incluindo civis, segundo relatos da mídia.

Líder terrorista tirou a própria vida

Um funcionário do governo Biden confirmou à Reuters que civis também foram mortos na operação, mas alegou que eles morreram depois que um dispositivo explosivo foi detonado por al-Qurashi, afirmando que o líder terrorista teria tirado a própria vida junto a membros de sua família, incluindo mulheres e crianças.
Um funcionário não identificado disse mais cedo à Associated Press que uma das aeronaves americanas envolvidas no ataque sofreu um defeito mecânico e explodiu no solo.
Segundo um porta-voz militar sírio que falou com a Sputnik, o ataque norte-americano que teria eliminado o líder terrorista tirou ao todo 13 vidas.
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Zona de conflito

A vila de Atmeh está situada logo após a fronteira da Turquia. Não está claro se Ancara, que forneceu apoio às milícias jihadistas que controlam a região de Idlib, foi informada da operação com antecedência ou se estava envolvida diretamente. Idlib abriga dezenas de milhares de militantes que se evacuaram para a região vindos de diversas partes da Síria em meio a uma série de ofensivas bem-sucedidas do governo sírio para limpar o país das forças rebeldes e jihadistas. A área é frequentemente caracterizada pela mídia Ocidental como o "último reduto rebelde da Síria".
Áreas no norte e nordeste do país são ocupadas diretamente por forças turcas, bem como por milícias curdas sírias apoiadas pelos EUA. Os Estados Unidos também têm uma guarnição no sul da Síria, na fronteira com o Iraque e a Jordânia.
Damasco prometeu que um dia restauraria o controle total sobre os seus territórios e instou todas as forças estrangeiras que não foram convidadas pelo seu governo internacionalmente reconhecido a saírem imediatamente do país. As autoridades e a mídia sírias também acusaram os EUA e seus aliados de trabalhar diretamente com o Daesh e outros grupos terroristas, de transportar comandantes terroristas a bordo de helicópteros e fornecer armas e treinamento a combatentes jihadistas.
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