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Lavrov: Ocidente quer esquecer princípio de indivisibilidade da segurança

© REUTERS / Jean-Christophe BottSergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, em Genebra, Suíça, 21 de janeiro de 2022
Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, em Genebra, Suíça, 21 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 01.02.2022
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Na opinião do ministro das Relações Exteriores da Rússia, os países ocidentais estão tentando desvalorizar o princípio "fundamental": a indivisibilidade da segurança.
O Ocidente está tentando esquecer completamente o princípio fundamental de indivisibilidade da segurança, referido na carta sobre as propostas de segurança europeia dirigida aos chefes da diplomacia dos países da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), disse o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, a Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA.
"Nossos colegas ocidentais estão tentando não simplesmente ignorar este princípio fundamental do direito internacional, acordado no espaço euroatlântico, mas até esquecê-lo totalmente", comentou Lavrov após conversa telefônica com Blinken.
"E para que isso não aconteça, quando recebemos a reação de Washington sobre nossas propostas iniciais, descrevi detalhadamente aquilo que estamos referindo agora, em uma carta separada que enviei a todos os ministros das Relações Exteriores dos países da OSCE e a vários outros países, para que eles saibam nossa posição", apontou ele.
Conforme as palavras de Lavrov, o diplomata russo confirmou a Blinken que "é mesmo um tema que não vamos permitir que fique atolado, e vamos insistir em uma conversa franca e uma explicação franca, por que o Ocidente não quer cumprir suas obrigações ou as quer cumprir apenas de forma seletiva, a seu favor".
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Sergei Lavrov mencionou os acordos sobre o princípio de indivisibilidade da segurança alcançados pelos Estados-membros da OSCE em Istambul, Turquia, em 1999, e Astana, Cazaquistão, em 2010, que sublinhou preverem não só a liberdade de associação a alianças, mas também a necessidade de evitar garantir a segurança à custa da segurança dos outros.

"Também estamos preocupados por outros países da OTAN, por exemplo, a França, nas palavras de seu ministro das Relações Exteriores, terem afirmado não há assim tanto tempo que eles insistem na necessidade de garantir a segurança com base nos documentos anteriores à adoção da Carta de Istambul e da Declaração de Astana, citando um documento da Cúpula de Paris da OSCE do ano 1990, no qual não havia a exigência de não garantir a sua segurança à custa da segurança dos outros."

Apesar de tudo, o chanceler da Rússia deu sinal de alguma esperança.
"[...] Blinken concordou que este é um tema para conversas futuras. Veremos como correrão as coisas", referiu.
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