Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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'Estamos oferecendo uma oportunidade' para negociar com Rússia, diz embaixadora dos EUA na ONU

© REUTERS / ANDREW KELLYO embaixador russo nas Nações Unidas Vasily Nebenzya e a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas Linda Thomas-Greenfield participam de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação entre a Rússia e a Ucrânia, na sede das Nações Unidas em Manhattan, Nova York, EUA, 31 de janeiro de 2022
O embaixador russo nas Nações Unidas Vasily Nebenzya e a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas Linda Thomas-Greenfield participam de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação entre a Rússia e a Ucrânia, na sede das Nações Unidas em Manhattan, Nova York, EUA, 31 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 31.01.2022
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A embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Linda Thomas-Greenfield, disse nesta segunda-feira (31) que a Rússia pretende ter mais de 30.000 soldados posicionados perto da fronteira Belarus-Ucrânia até o início de fevereiro.
"A Rússia também deslocou quase 5.000 soldados para a Belarus com mísseis balísticos de curto alcance, forças especiais e baterias antiaéreas. Vimos evidências de que Moscou pretende expandir essa presença para mais de 30.000 soldados perto da fronteira Belarus-Ucrânia, menos de duas horas ao norte de Kiev, no início de fevereiro", disse Thomas-Greenfield durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU dedicada às ameaças à paz internacional e à segurança da Ucrânia.
Segundo a embaixadora, os Estados Unidos estão oferecendo à Rússia uma oportunidade de discutir suas preocupações de segurança na Europa.
"Os Estados Unidos foram claros. Se isso é realmente sobre as preocupações de segurança da Rússia na Europa, estamos oferecendo a eles uma oportunidade de abordar essas preocupações na mesa de negociações", disse ela.
© REUTERS / ANDREW KELLYA embaixadora dos EUA nas Nações Unidas Linda Thomas-Greenfield participa de reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação entre Rússia e Ucrânia, na sede das Nações Unidas em Manhattan, Nova York, EUA, 31 de janeiro de 2022
A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas Linda Thomas-Greenfield participa de reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação entre Rússia e Ucrânia, na sede das Nações Unidas em Manhattan, Nova York, EUA, 31 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 31.01.2022
A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas Linda Thomas-Greenfield participa de reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação entre Rússia e Ucrânia, na sede das Nações Unidas em Manhattan, Nova York, EUA, 31 de janeiro de 2022
Thomas-Greenfield afirmou ainda que este é um teste da boa-fé russa para os próximos dias e semanas em relação a "se eles [os russos] virão para a mesa [de negociações] e se permanecerão nela até chegarmos a um entendimento".
Os Estados Unidos esperam que a Rússia escolha um caminho diplomático, não o do conflito, para resolver a crise em torno da Ucrânia, disse a embaixadora nas Nações Unidas.
"Continuamos esperando que a Rússia escolha o caminho da diplomacia em detrimento do caminho do conflito na Ucrânia. Mas não podemos apenas esperar para ver", pontuou.

'Diplomacia de Megafone'

Na opinião do representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, Vasilly Nebenzya, a sugestão dos EUA de realizar tal sessão indica que eles consideram a colocação de militares russos dentro das fronteiras da Rússia uma ameaça à paz e segurança mundiais e não passa de um exemplo de diplomacia de megafone para a promoção de histeria.
"Isso é não só uma intromissão inaceitável nos assuntos internos do nosso país, mas também uma tentativa de enganar a comunidade internacional sobre a situação na região e a causa das atuais tensões", comentou, referindo que a Rússia tem negado repetidamente essas acusações, e que se trata de um "exemplo clássico da diplomacia de megafone, para consumo público".
O representante de Moscou fez ainda um apelo aos colegas para que não deixem usar da tribuna do Conselho de Segurança da ONU para a realização de "manobras propagandísticas por nossos colegas ocidentais."
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