Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Presidente ucraniano adverte líderes ocidentais: 'Não precisamos desse pânico'

© AFP 2022 / Presidência da Ucrânia /HandoutVladimir Zelensky, presidente ucraniano, falando em coletiva de imprensa em Kiev, Ucrânia, 28 de janeiro de 2022
Vladimir Zelensky, presidente ucraniano, falando em coletiva de imprensa em Kiev, Ucrânia, 28 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2022
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O presidente da Ucrânia criticou a reação às tensões russo-ucranianas nos países ocidentais: "A percepção da mídia é que temos uma guerra, que andam militares nas ruas".
Vladimir Zelensky, presidente da Ucrânia, afirmou na quinta-feira (28) que não vê grande escalada em torno do país, mas que as tensões estão aumentando apesar disso.

"Hoje não vemos uma maior escalada do que a que existia antes. Sim, aumentou o número de militares, mas apontei isso ainda no princípio de 2021, quando falavam dos exercícios militares da FR [Federação da Rússia] [...] A percepção da mídia é que temos uma guerra, que andam militares nas ruas, há mobilização. Isso não é assim. Não precisamos desse pânico", comentou o presidente ucraniano a situação em conversa com jornalistas.

"Comecei a falar aos líderes dos países e a explicar a eles que precisamos estabilizar a economia do nosso país, devido a todos estes sinais que amanhã há guerra, porque começaram sinais até dos estimados líderes de países, que até dizem abertamente em uma linguagem não diplomática: 'amanhã haverá guerra'. Isso é pânico", criticou o chefe de Estado ucraniano.
Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, falando na Duma de Estado (Parlamento) da Rússia
 - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2022
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Zelensky explicou que as afirmações de uma possível escalada com a Rússia criaram pânico nos mercados e setor financeiro, o que tem um efeito negativo na Ucrânia, devido aos investidores retirarem o dinheiro do país.
"Após o começo do que considero outro espaço informacional, retiraram 12,5 bilhões da Ucrânia, e nós, das nossas reservas, e elas são as maiores nos últimos dez anos [...] estamos estabilizando nossa moeda nacional, então isso custa muito aos ucranianos", apontou ele.
Diversos países no Ocidente têm acusado a Rússia no último ano de aumentar as tensões em torno da Ucrânia, mas Moscou respondeu que a movimentação de tropas russas dentro de suas próprias fronteiras não deve ameaçar ninguém, e que as acusações têm o objetivo de encobrir as mobilizações militares por parte da própria OTAN, incluindo na cooperação com Kiev.
Para mitigar a situação, o Kremlin propõe reduzir as tensões através da diminuição da atividade militar bilateral nos territórios entre a Rússia e o bloco da OTAN, e do fim da expansão da aliança.
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