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Pesquisadores criam 'mapa do tesouro' mostrando onde estariam meteoritos na Antártica (IMAGEM)

© Foto / Equipe de campo da expedição JARE-54/BELARE 2012–2013 ao campo de gelo azul Nansen / Universidade Livre, Bruxelas, BélgicaRecolha de meteoritos realizada com protocolos estritos, para evitar contaminação antes de análise em laboratório
Recolha de meteoritos realizada com protocolos estritos, para evitar contaminação antes de análise em laboratório - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2022
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Insatisfeitos com os dados de meteoritos na Antártica existentes até agora, um grupo de pesquisadores criou um algoritmo de aprendizado automático que estimou haver muito mais que 45.000 no continente.
Uma equipe científica criou um "mapa do tesouro" para identificar zonas prováveis de presença de meteoritos na Antártica, comunicou na terça-feira (26) a Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica.
© Foto / Veronica Tollenaar / Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica"Mapa do tesouro" mostrando localização de meteoritos na Antártica
Mapa do tesouro mostrando localização de meteoritos na Antártica - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2022
"Mapa do tesouro" mostrando localização de meteoritos na Antártica
Veronica Tollenaar, estudante de doutorado da instituição e autora principal do estudo, publicado na revista Science Advances, explicou que os dados de missões anteriores que procuravam a presença de meteoritos não eram muito claros ou detalhados, não havendo sinalizações de confiança dos locais onde poderiam estar. Tollenaar sublinhou que "a Antártica é muito remota e muitas áreas nunca foram visitadas".
"Embora até agora se tenham coletado mais de 45.000 meteoritos na Antártica, o potencial para as futuras missões de encontrar meteoritos ainda está em grande medida por explorar", disse Steven Goderis, coautor do estudo, que acrescentou que a equipe conseguiu calcular a existência de mais 300.000 meteoritos na superfície das camadas de gelo.
Para isso, relata Tollenaar, os pesquisadores utilizaram um algoritmo de busca, programado para incluir observações de meteoritos encontrados previamente e áreas não sinalizadas em que não há certeza da sua presença. A precisão do algoritmo foi considerada superior a 80%.
"Através de nossa análise, aprendemos que as observações de satélite da temperatura, a velocidade do fluxo do gelo, a área de superfície e a geometria são bons preditores da localização de regiões ricas em meteoritos", segundo Tollenaar, com os cientistas combinando diferentes tipos de observações de satélite em um algoritmo de aprendizado automático, que detecta as interações entre essas observações, algo essencial para detectar a presença de meteoritos.
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