Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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China chama Arábia Saudita a fazer frente a 'práticas hegemônicas e de bullying', aludindo aos EUA

© AFP 2022 / ROSLAN RAHMANO ministro da Defesa da China, Wei Fenghe, participa da cúpula Diálogos de Shangri-La do IISS, em Cingapura, 2 de junho de 2019
O ministro da Defesa da China, Wei Fenghe, participa da cúpula Diálogos de Shangri-La do IISS, em Cingapura, 2 de junho de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 27.01.2022
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O Chefe da Defesa chinesa, em uma reunião virtual com o lado saudita, apela a uma oposição conjunta a "práticas hegemônicas e de bullying", em aparente referência aos EUA.
A China tem planos de estreitar seus laços militares com a Arábia Saudita, na medida em que o gigante asiático caminha para expandir sua presença no Oriente Médio, ao passo que a influência dos EUA diminui.
De acordo com o South China Morning Post, o ministro da Defesa chinês, general Wei Fenghe, prometeu em videoconferência na última quarta-feira (26) com o vice-chefe da Defesa saudita impulsionar a "cooperação prática [e] fortalecer a solidariedade" entre os dois exércitos.

A China e a Arábia Saudita devem "fortalecer a coordenação e se opor conjuntamente às práticas hegemônicas e de intimidação, para salvaguardar [...] os interesses dos países em desenvolvimento em conjunto", disse Wei ao príncipe Khalid bin Salman Al Saud, vice-ministro da Defesa da Arábia Saudita, em uma aparente referência aos Estados Unidos.

Segundo os militares chineses, o país tem uma forte inclinação em "manter a comunicação estratégica e impulsionar a cooperação prática [com os sauditas]", disse Wei.
Em resposta, Khalid pediu uma cooperação mais forte "para aumentar os laços militares a um nível mais alto".
Bandeiras da República Popular da China e dos EUA em um poste de iluminação perto do Capitólio dos EUA, em Washington, EUA, 18 de janeiro de 2011 - Sputnik Brasil, 1920, 26.01.2022
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O general chinês também reconheceu o "forte apoio" dos sauditas às políticas de Pequim sobre Taiwan, Hong Kong e Xinjiang, os principais pontos de atrito com os EUA.
A reunião ocorre no momento em que a China está intensificando sua ofensiva diplomática no Oriente Médio, uma nova arena em sua grande rivalidade com os EUA, outrora força dominante na região.
A China é um importante intermediário nas negociações para reviver o acordo nuclear de 2015 com o Irã, que fracassou depois que os EUA se retiraram em 2018. O acordo multilateral histórico oferece ao Irã o alívio de sanções no valor de bilhões de dólares em troca de restrições em seu programa nuclear.
No mais recente sinal da crescente influência de Pequim no Oriente Médio, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, recebeu no início deste mês seus pares das nações do golfo Pérsico da Arábia Saudita, Kuwait, Omã e Bahrein, bem como o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês), na cidade de Wuxi, no leste da China.
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