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Presidente da Armênia anuncia demissão em seu portal oficial

© Sputnik / Aram NersesyanPresidente armênio, Armen Sarkisyan, em Yerevan durante as eleições legislativas no país, 20 de junho de 2021
Presidente armênio, Armen Sarkisyan, em Yerevan durante as eleições legislativas no país, 20 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 23.01.2022
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Armen Sarkisyan revelou neste domingo (23) que se demitiu do cargo de presidente da Armênia, dizendo não ter poder para influenciar a política interna e externa do país.
Armen Sarkisyan revelou no domingo (23) que deixou de ser presidente da Armênia.

"Pensei muito, decidi deixar o posto de presidente da república após um trabalho ativo durante quatro anos", indica a declaração de Sarkisyan.

O agora ex-presidente armênio explicou a decisão pela forma como o país é efetivamente governado.
"Ficamos em uma situação paradoxal, na qual o presidente é obrigado a ser o garante do sistema do Estado não tendo na prática nenhum instrumento real. A Constituição também prevê a supremacia de um instituto estatal sobre outro, criando obstáculos à participação de especialistas conhecidos da diáspora [armênia] na governança de institutos estatais na pátria histórica", apontou Sarkisyan.

"Vivemos em uma realidade inédita, uma realidade em que o presidente não pode influenciar as questões de guerra ou paz, não pode vetar leis que considera inadequadas ao país e ao povo. [É uma realidade] quando as capacidades do presidente são consideradas não uma vantagem para o Estado, mas como uma ameaça por vários grupos políticos, quando o presidente é incapaz de utilizar a maior parte de seu potencial para resolver questões políticas sistêmicas internas e externas", nota.

O presidente demissionário não crê que a República da Armênia seja efetivamente parlamentar.
Premiê armênio Nikol Pashinyan (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 25.04.2021
Nikol Pashinyan renuncia ao cargo de premiê da Armênia para realização de eleições parlamentares
"Somos uma república parlamentar na forma, mas não no conteúdo", criticou Armen Sarkisyan, referindo que ele pretendia criar um sistema de controle e equilíbrio entre institutos estatais.

"Sem isso é difícil falar de feitos significantes, por que o progresso e o sucesso apenas podem ser atingidos em condições de um sistema previsível e coerente", afirmou o ex-presidente da Armênia (2018-2022).

Sarkisyan expressou esperança que sejam realizadas mudanças constitucionais que permitiriam ao presidente armênio trabalhar em uma atmosfera mais equilibrada e coordenada.
Sarkisyan acrescentou que ele e sua família têm se tornado um alvo de grupos políticos, aos quais "interessa não tanto os feitos do instituto presidencial para o bem do país, quanto o meu passado, várias teorias e mitos conspiratórios".
Segundo ele, a decisão de se demitir não foi tomada de forma emocional.
Sarkisyan era presidente da Armênia desde 9 de abril de 2018.
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