Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Volta às 'esferas de influência' no leste da Europa é 'inaceitável', diz Madri ante crise na Ucrânia

© REUTERS / STEPHANE MAHEChanceler espanhol, José Manuel Albares, com o alto representante da Política Externa da UE, Josep Borell, em Brest, 14 de janeiro de 2022
Chanceler espanhol, José Manuel Albares, com o alto representante da Política Externa da UE, Josep Borell, em Brest, 14 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 21.01.2022
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O chanceler espanhol, José Manuel Albares, afirmou nesta sexta-feira (21) que o que está em jogo na crise da Ucrânia é "a base da construção europeia", porque a UE não aceitará um cenário de volta às "esferas de influência" na sua vizinhança do leste.
"Não podemos nos permitir voltar atrás. Europa é progresso e por isso devemos olhar para o futuro. Voltar atrás é voltar a etapas superadas, a etapas de muros e de cercas, voltar ao estágio das esferas de influência", ressaltou Albares durante sua participação em coletiva organizada pela agência Europa Press.
Mais concretamente, o ministro afirmou que "é inaceitável regressar aos tempos quando um país ditava a outro que esquema de segurança devia ter ou quem deviam ser membros de uma organização determinada".
"O que está em jogo atualmente na Ucrânia é a própria base da construção europeia", insistiu, acrescentando que a União Europeia nasce "para evitar a guerra na Europa".
Segundo ele, isso se baseia no respeito ao direito internacional, à soberania, à integridade territorial e às fronteiras dos Estados, "se baseia em que ninguém dita a nenhum organismo internacional quem podem ser seus membros".
Por tudo isso, o chefe da diplomacia espanhola insistiu que, "no fundo, nós estamos jogando se avançamos para o futuro ou se queremos voltar a um tempo que ninguém deseja que volte".
Durante seu discurso, o chanceler espanhol deixou claro que Madri será "um fiel aliado de seus parceiros" tanto da UE como da OTAN nesta crise, destacando que o futuro do continente "não pode ser decidido sem nós, os europeus".
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