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Antigas tumbas japonesas têm segredos revelados graças à IMAGEM de satélite

© Foto / Ministry of Territory, Infrastructure, Transport and TourismImagem aérea do Daisen Kofun, em Osaka, Japão
Imagem aérea do Daisen Kofun, em Osaka, Japão - Sputnik Brasil, 1920, 21.01.2022
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Grupo de pesquisa do Politecnico di Milano, na Itália, analisou a orientação das antigas tumbas japonesas e descobriu relações mitológicas surpreendentes.
Segundo divulgado pelo PhysOrg, um grupo de pesquisa do Politecnico di Milano analisou a orientação das antigas tumbas japonesas em estudo inédito, devido ao grande número de monumentos existente e o acesso a estas áreas normalmente ser proibido.
A equipe utilizou imagens de satélite de alta resolução e os resultados mostraram que esses túmulos estão orientados para o arco do sol nascente, símbolo da deusa Amaterasu que os imperadores japoneses vincularam à origem mítica de sua dinastia.
As ilhas japonesas são pontilhadas com centenas de túmulos antigos, os maiores têm a forma típica de um buraco de fechadura e são chamados de kofun.
Construídos entre os séculos III e VII d.C., os mais imponentes dentre eles são atribuídos aos semilendários primeiros imperadores, enquanto os menores devem pertencer aos oficiais da corte e a membros da família real.
Entre os túmulos, o Daisen Kofun (Kofun Nº1), um dos maiores monumentos já construídos na Terra, com 486 metros de comprimento e cerca de 36 metros de altura, se destaca por ser atribuído ao imperador Nintoku, o 16º imperador do Japão.
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O Daisen Kofun pertence a um conjunto de túmulos recentemente inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Não existem fontes escritas sobre estes túmulos, e as escavações são raras e limitadas aos mais pequenos, já que os maiores são considerados os túmulos dos primeiros imperadores semilendários e, como tal, são estritamente protegidos por lei. Muitos monumentos estão vedados, não sendo permitida a entrada no perímetro, e por isso é quase impossível se obter medidas precisas de tamanho, altura e orientação.
Através de imagens de satélite de alta resolução, Norma Baratta, Arianna Picotti e Giulio Magli, do Politecnico di Milano, conseguiram medir a orientação de mais de 100 kofuns e chegaram a conclusões interessantes.
Os resultados do estudo, recém-publicados na revista científica Remote Sensing, indicam uma forte conexão dos corredores de entrada do kofun com o arco no céu onde o Sol e a Lua são visíveis todos os dias do ano. Segundo o estudo, o Daisen Kofun está orientado para o Sol nascente no solstício de inverno.
Para os pesquisadores, a orientação das tumbas imperiais em direção ao Sol não acontece por acaso e está de pleno acordo com a tradição imperial japonesa. De fato, a origem mítica da dinastia dos imperadores japoneses os considera descendentes diretos da deusa do Sol, Amaterasu.
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