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Cientistas descobrem que pessoas que tiveram COVID-19 leve têm melhor resposta imunológica

© REUTERS / Eric GaillardMédicos trabalhando em unidade de terapia intensiva para pacientes da COVID-19, em meio a um aumento nos casos da doença, no Hospital La Timone, Marselha, França, 10 de dezembro de 2021
Médicos trabalhando em unidade de terapia intensiva para pacientes da COVID-19, em meio a um aumento nos casos da doença, no Hospital La Timone, Marselha, França, 10 de dezembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 28.12.2021
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Um estudo revelou que os "marcadores" T-Bet e FcRL5, ligados à memória duradoura das células especializadas no combate antiviral, estão presentes em maior número em alguns pacientes que em outros.
Os pacientes que tiveram casos leves da COVID-19 têm melhor memória imunológica que os que tiveram casos mais graves, concluíram cientistas em um estudo publicado na revista PLOS ONE.
Os pesquisadores analisaram a resposta imunológica das células de memória B, que se especializam no reconhecimento de antígenos e produção de anticorpos para combater a proteína spike do SARS-CoV-2, especificamente os marcadores T-bet e FcRL5, associados com a memória duradoura dessas células e que são específicas à proteína em questão.
Os cientistas descobriram que os casos menos graves demonstraram uma "maior expressão de marcadores" T-bet e FcRL5, em comparação com as pessoas que se recuperaram de uma COVID-19 grave.
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Segundo disse em um comunicado de quinta-feira (23) o professor Thomas Pattersdon, diretor de doenças infecciosas na Universidade do Texas em San Antonio, EUA, e coautor da pesquisa, os pacientes graves são definidos como indivíduos que precisam de ventilação mecânica, pois "isso distingue os pacientes mais críticos, que são os que têm maior probabilidade de desenvolver respostas imunes deficientes".
"A porcentagem acrescida de células B associada com imunidade de longo prazo em pacientes não graves da COVID-19 pode ter consequências para a imunidade de longo prazo contra a reinfecção pelo SARS-CoV-2 ou a gravidade da doença resultante", apontam os autores do estudo.
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