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FBI acessa dados pessoais de usuários do WhatsApp e iMessage em tempo real, aponta relatório

© REUTERS / Francis MascarenhasHomem passa por um cartaz do aplicativo WhatsApp em Mumbai, Índia, 26 de agosto de 2021
Homem passa por um cartaz do aplicativo WhatsApp em Mumbai, Índia, 26 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 01.12.2021
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Apesar de ambas as plataformas prometerem máxima segurança e proteção de dados aos usuários, a própria agência norte-americana descreve estas plataformas como as mais permissivas que existem.
Um relatório do FBI divulgado na segunda-feira (29) revelou o alcance dos dados pessoais que a agência norte-americana é capaz de coletar de mensageiros populares como o iMessage da Apple e o WhatsApp, usando uma ordem judicial ou intimação.
O relatório, datado de 7 de janeiro de 2021, elaborado em conjunto pelas divisões de Ciência e Tecnologia e de Tecnologia Operacional do FBI, revela os diferentes meios que a agência possui para extrair dados confidenciais dos usuários de nove plataformas de mensagens, especificamente o iMessage da Apple, Line, Signal, Telegram, Threema, Viber, WeChat, WhatsApp e Wickr.
Segundo a publicação da revista Rolling Stone, o WhatsApp pode fornecer informações praticamente em tempo real sobre um usuário e suas atividades graças aos metadados que gera. Embora o FBI não possa acessar diretamente as mensagens, tem à sua disposição outros valiosos dados do usuário espiado, como seus contatos e registro de comunicações.
"O fato de o WhatsApp oferecer toda esta informação é devastador para um jornalista que se comunica com uma fonte confidencial", alertou Daniel Kahn Gillmos, da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês).
Além disso, o relatório do FBI revela que outro gigante tecnológico, a Apple, tem a obrigação de entregar informações básicas de seus usuários, bem como os registros de 25 dias de atividade no iMessage.
Com uma ordem judicial, a agência norte-americana tem o direito de acessar as mensagens enviadas e recebidas que podem estar armazenadas no iCloud.
WhatsApp (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 17.10.2021
Criminosos usam escaneamento por código do próprio usuário para 'sequestrar' contas do WhatsApp
Apesar de o WhatsApp e o iMessage prometerem aos seus clientes a máxima segurança e proteção de seus dados, o próprio relatório do FBI descreve os dois aplicativos como os mais permissivos que existem.
Em comparação, a plataforma Signal fornece apenas a data e a hora que o usuário se registra e conecta. Por sua vez, o Wickr fornece dados sobre o dispositivo, a data de criação da conta e informações básicas do usuário.
"A privacidade é essencial para a democracia. A facilidade com que o FBI vigia nossos dados em rede, extraindo os detalhes mais íntimos de nossa vida cotidiana, ameaça a todos nós e abre caminho para um governo autoritário", ressaltou Ryan Shapiro, diretor-executivo da Property of the People, organização com sede em Washington, que divulgou o relatório.
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