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Israel está por trás de ataque cibernético ao sistema de combustível do Irã em outubro, diz mídia

© REUTERS / Agência de Notícias WANAHomem abastece seu carro em um posto de gasolina em Teerã, Irã, 15 de novembro de 2019
Homem abastece seu carro em um posto de gasolina em Teerã, Irã, 15 de novembro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 28.11.2021
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Uma mídia revelou que Israel é responsável por um ataque cibernético ao sistema nacional de distribuição de combustível do Irã, que paralisou 4.300 postos de gasolina do país. A restauração total do serviço demorou 12 dias.
The New York Times, citando duas fontes de defesa norte-americanas, afirmou no sábado (27) que foi Israel que conduziu o ataque cibernético contra o sistema de combustível nacional do Irã em 26 de outubro.
O ataque cibernético foi seguido pela invasão de um site de namoro LGBTQ israelense, que Tel Aviv atribuiu a Teerã.
O jornal observou que, durante a prolongada guerra cibernética "encoberta" entre Israel e o Irã, "os alvos geralmente eram militares ou relacionados ao governo", mas "agora a guerra cibernética se ampliou para atingir civis em grande escala".
Anteriormente, comentando o ataque, o presidente iraniano Ebrahim Raisi acusou os autores da intrusão de tentarem colocar os iranianos contra a liderança do país.

Retomada de conversas sobre acordo nuclear

No domingo (28), o primeiro-ministro israelense Naftali Bennett disse que Israel está preocupado com que o Irã obtenha benefícios em redução das sanções nas negociações nucleares com potências mundiais, mas não reverta suficientemente os projetos com potencial para a fabricação de bombas.

"Israel está muito preocupado com a prontidão para remover as sanções e permitir um fluxo de bilhões [de dólares] para o Irã em troca de restrições insatisfatórias no domínio nuclear", disse Bennett, segundo Reuters.

As negociações sobre a restauração do acordo nuclear entre os EUA e o Irã devem ser retomadas na segunda-feira (29) em Viena, com participação da Rússia, China, França, Alemanha e Reino Unido. Israel, que não faz parte das negociações, se opõe ao acordo original de 2015 por ser muito limitado em escopo e duração.
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