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'Declaração apressada': ministro da Defesa da Colômbia diz que errou em palavras sobre Irã

© Juan BarretoDiego Molano, ministro da Defesa colombiano (à esquerda), e Jorge Luis Vargas Valencia, diretor da Polícia (à direita), dão coletiva de imprensa em Bogotá, Colômbia, 12 de julho de 2021
Diego Molano, ministro da Defesa colombiano (à esquerda), e Jorge Luis Vargas Valencia, diretor da Polícia (à direita), dão coletiva de imprensa em Bogotá, Colômbia, 12 de julho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 15.11.2021
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Em uma entrevista publicada no domingo (14), Diego Molano, ministro da Defesa da Colômbia, se afastou das palavras proferidas há uma semana contra o Irã em Israel.
Diego Molano, ministro da Defesa da Colômbia, reconheceu em entrevista ao jornal El Tiempo que errou ao ter dito na última segunda-feira (8) que o Irã é um "inimigo comum".

"Foi uma declaração apressada", disse ele em um artigo publicado no domingo (14).

Na segunda-feira (8), Molano participou de uma delegação que fazia visita de Estado a Israel acompanhando Iván Duque, presidente colombiano.

"Aqui temos um inimigo comum, e é o caso do Irã e do Hezbollah, que opera contra Israel, mas também apoia o regime da Venezuela, e, por isso, é um esforço importante de troca de informações e inteligência o que desenvolvemos com as Forças Militares e o Ministério da Defesa em Israel", afirmou então o ministro da Colômbia.

Duque desvalorizou tais declarações ainda durante a visita, declarando que a "Colômbia não usa a palavra 'inimigo' para se referir a nenhum país", posição citada agora por Diego Molano.

Relações tensas

No entanto, o ministro da Defesa da Colômbia sublinhou que "há preocupações em relação a uma nação que faça enriquecimento de urânio, a proximidade com o regime e apoio militar ao regime de [presidente venezuelano Nicolás] Maduro, a presença do Hezbollah na Venezuela e o apoio que essa organização possa dar a grupos terroristas que agem contra a Colômbia, como é o caso das dissidências das FARC [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] ou do ELN [Exército de Libertação Nacional]".
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Segundo um dossiê entregue às autoridades de Israel pelo serviço de inteligência e espionagem israelense Mossad, há membros do Hezbollah que espiam os agentes de Israel e diplomatas dos EUA na Colômbia. Tais planos seriam uma represália pela morte em 3 de janeiro de 2020 de Qassem Soleimani, general da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) iraniano, que foi assassinado em um ataque de drones dos EUA em Bagdá, Iraque.
Além disso, o dossiê indica que os autores de tais planos se encontram na Venezuela e têm criado alianças com "dissidências das FARC", que estariam encarregadas de cometer esses assassinatos.
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