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História da mumificação deve ser reescrita? Cientistas fazem descoberta surpreendente

© AFP 2021 / Mohamed el-ShahedVista do interior da tumba do antigo nobre egípcio Khuwy, datada da 5ª dinastia (2494-2345 a.C.), na necrópole de Saqqara, cerca de 35 quilômetros ao sul da capital Cairo, 13 de abril de 2019
Vista do interior da tumba do antigo nobre egípcio Khuwy, datada da 5ª dinastia (2494-2345 a.C.), na necrópole de Saqqara, cerca de 35 quilômetros ao sul da capital Cairo, 13 de abril de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 24.10.2021
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Até agora a comunidade científica acreditava que técnicas avançadas como o uso de faixas de linho excepcionalmente finas e resina de alta qualidade não eram usadas antes de cerca de 1000 a.C.
A mumificação egípcia já era avançada há mais de 4.000 anos, revelaram cientistas citados no domingo (24) pelo portal The Guardian.
Em 2019 foi encontrado o corpo mumificado de Khuwy, um nobre do antigo Egito que viveu há cerca de 4.300 anos, cuja múmia é também uma das mais antigas já descobertas.
A múmia é mais velha do que pensávamos: um novo achado reescreve os livros de história
No entanto, o cadáver foi encontrado com uma faixa de linho excepcionalmente fina e resina de alta qualidade, materiais mais sofisticados que se pensava serem usados apenas 1.000 anos depois.
"Até agora, pensávamos que a mumificação do Império Antigo [entre séculos XXVII e XXII a.C.] era relativamente simples, com dessecação básica, nem sempre bem-sucedida, sem remoção do cérebro, e apenas ocasionalmente com remoção dos órgãos internos", explica Salima Ikram, diretora de Egiptologia da Universidade Americana no Cairo, Egito.
"Na verdade, era dada mais atenção à aparência exterior do falecido do que ao interior. Além disso, o uso de resinas é muito mais limitado nas múmias do Império Antigo registradas até agora. Esta múmia está inundada de resinas e tecidos e dá uma impressão completamente diferente de mumificação", indicou ela.
© AFP 2021 / Mohamed el-ShahedMohamed Mujahid (à esquerda), chefe da missão egípcia que descobriu o túmulo do antigo nobre egípcio Khuwy, datado da 5ª dinastia (2494-2345 a.C.), inspeciona as paredes internas do túmulo na necrópole de Saqqara, cerca de 35 quilômetros ao sul da capital Cairo, 13 de abril de 2019
Mohamed Mujahid (à esquerda), chefe da missão egípcia que descobriu o túmulo do antigo nobre egípcio Khuwy, datado da 5ª dinastia (2494-2345 a.C.), inspeciona as paredes internas do túmulo na necrópole de Saqqara, cerca de 35 quilômetros ao sul da capital Cairo, 13 de abril de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Mohamed Mujahid (à esquerda), chefe da missão egípcia que descobriu o túmulo do antigo nobre egípcio Khuwy, datado da 5ª dinastia (2494-2345 a.C.), inspeciona as paredes internas do túmulo na necrópole de Saqqara, cerca de 35 quilômetros ao sul da capital Cairo, 13 de abril de 2019
A descoberta será publicitada durante o quarto episódio da série documental "Tesouros Perdidos do Egito" ("Lost Treasures of Egypt" em inglês), o qual estreará em 28 de novembro na emissora National Geographic.
"Se esta é realmente uma múmia do Império Antigo, todos os livros sobre mumificação e a história do Império Antigo precisarão ser revisados", comentou Ikram.
"Isso viraria completamente ao contrário nossa compreensão da evolução da mumificação. Os materiais utilizados, suas origens e as rotas comerciais associadas a eles terão um impacto drástico na nossa compreensão do Império Antigo do Egito."
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