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CEO do Twitter prevê 'hiperinflação' em breve nos EUA e também 'no mundo'

© AFP 2021 / Marco BelloJack Dorsey, CEO do Twitter e cofundador & CEO da Square, fala durante conferência de criptomoedas Bitcoin 2021 Convention em Miami, Flórida, 4 de junho de 2021
Jack Dorsey, CEO do Twitter e cofundador & CEO da Square, fala durante conferência de criptomoedas Bitcoin 2021 Convention em Miami, Flórida, 4 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 24.10.2021
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Jack Dorsey, CEO do Twitter, lançou um aviso misterioso sobre o aumento de inflação nos EUA, depois que especialistas e entidades no país advertiram que esse pode ser o caso.
Jack Dorsey, cofundador do Twitter e CEO da empresa, disse no sábado (23) que a "hiperinflação" poderá atingir em breve os EUA, sugerindo que as coisas vão piorar consideravelmente.
A hiperinflação vai mudar tudo. Está acontecendo.
Em resposta a um outro tweet, ele também afirmou que "isso vai acontecer em breve nos EUA, e assim [também] no mundo".
Em julho o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), do Escritório de Análise Econômica (BEA, na sigla em inglês) dos EUA, subiu novamente, impulsionando o aumento ao longo do ano passado para uma alta de 30 anos e colocando grande pressão sobre as empresas e os consumidores em resposta ao impacto econômico da pandemia da COVID-19.
"A inflação pode se mostrar mais teimosa do que muitos têm previsto", disse em agosto Richard Moody, economista-chefe da empresa Regions Financial, ao portal Market Watch.
Em 22 de setembro, o Sistema da Reserva Federal dos EUA (FRS, na sigla em inglês), ou Fed, projetou que a taxa anual de inflação permaneceria ligeiramente acima de 2% por quatro anos consecutivos.
"Essa é a minha preocupação. A inflação estará acima da meta do Fed [2%] durante todo o próximo ano", acrescentou Moody.
A inflação elevada estimulou os críticos do banco central dos EUA, que começaram a falar da necessidade de desaceleração do ritmo de suas compras de títulos do Tesouro.
© REUTERS / Brendan McDermidBandeira dos EUA fora do Banco da Reserva Federal de Nova York na cidade de Nova York, EUA, 12 de outubro de 2021
Bandeira dos EUA fora do Banco da Reserva Federal de Nova York na cidade de Nova York, EUA, 12 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Bandeira dos EUA fora do Banco da Reserva Federal de Nova York na cidade de Nova York, EUA, 12 de outubro de 2021
Desde a pandemia, a Reserva Federal baixou as taxas de juros para níveis próximos a zero e retomou as compras de ativos em larga escala.
No comunicado de 22 de setembro o Fed também mencionou que continuaria aumentando suas participações em títulos do Tesouro em pelo menos US$ 80 bilhões (R$ 452,04 bilhões), além de US$ 40 bilhões (R$ 226,02 bilhões) em títulos garantidos por hipotecas (MBS, na sigla em inglês) de agências.
Na sexta-feira (22), Jerome Powell, presidente da Reserva Federal, reconheceu, citado pelo jornal The New York Times, que as pressões inflacionárias "provavelmente durarão mais do que o esperado anteriormente", podendo continuar "durante grande parte do próximo ano".
Já Jim Edward Banks, representante republicano do estado norte-americano de Indiana, disse, citado pelo portal Yahoo, que seus eleitores "viram os preços mais altos do gás em particular, mas também das compras". Os preços do gás em muitos estados dispararam além dos US$ 4,00 (R$ 22,60) por galão (3,79 l).
A hiperinflação é descrita como um aumento acelerado e descontrolado dos preços causado por um aumento na oferta de dinheiro não apoiado pelo crescimento econômico e uma inflação puxada pela demanda na qual esta excede a oferta.
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