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Astrônomos observam pela 1ª vez anã branca 'se ligando e desligando' em apenas 30 minutos

© Foto / ESO/M. KornmesserEstrela anã branca WDJ0914+1914 e seu exoplaneta
Estrela anã branca WDJ0914+1914 e seu exoplaneta - Sputnik Brasil, 1920, 19.10.2021
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Astrônomos descobriram um novo fenômeno cósmico em que uma anã branca "se apaga e acende de novo" em um período de apenas 30 minutos.
A descoberta foi baseada em observações do telescópio espacial Tess (sigla em inglês para Satélite de Pesquisas de Exoplanetas em Trânsito) da NASA e efetuada por uma equipe de astrônomos da Universidade de Durham, Reino Unido junto com outros especialistas.
As anãs brancas são aquilo em que a maioria das estrelas se transforma depois de queimar todo o hidrogênio, o combustível que as alimenta.
Estes corpos celestes são aproximadamente do tamanho da Terra mas têm uma massa próxima da do Sol.
A anã branca observada pela equipe está se alimentando de um disco de acreção, que é a acumulação de matéria na superfície de um astro através da ação da gravidade de uma estela próxima, escreve Sky News.
Normalmente, quando a anã branca está "ligada", a estrela se alimenta do astro companheiro, emitindo intensamente brilho no espaço, mas às vezes o processo para e a estrela "se desliga", obscurecendo.
Nas novas observações, os astrônomos viram-na perder brilho em 30 minutos, um processo que foi anteriormente visto apenas em anãs brancas em acreção durante um período de vários dias ou vários meses.
© Foto / NASA / L. Hustak (STScI)Ilustração mostra sistema estelar binário de estrelas anãs, onde uma anã branca absorve o seu satélite maior, uma anã marrom
Ilustração mostra sistema estelar binário de estrelas anãs, onde uma anã branca absorve o seu satélite maior, uma anã marrom - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Ilustração mostra sistema estelar binário de estrelas anãs, onde uma anã branca absorve o seu satélite maior, uma anã marrom
O brilho de uma anã branca em acreção é afetado pela quantidade de material circundante que ela acumula, por isso os pesquisadores sugerem que algo está interferindo com seu suprimento de "alimentos".
"Observar o brilho de TW Pictoris a diminuir drasticamente em 30 minutos é tão extraordinário que nunca foi visto em outras anãs brancas em acreção", disse o autor principal do estudo, Simone Scaringi, do Centro de Astronomia Extragaláctica de Durham.
Uma vez que o fluxo de material de uma estrela doadora para a estrela principal é gerido pela gravidade, ele deve permanecer relativamente constante, por isso não havia nenhuma razão óbvia para a luminosidade da estrela mudar em um período de tempo tão curto.
Os pesquisadores perceberam que o que estava acontecendo era algo que nunca tinha sido visto antes – repetidas e rápidas reconfigurações do campo magnético da superfície da anã branca.
O referido sistema binário é conhecido como TW Pictoris e está a cerca de 1.400 anos-luz da Terra.
De acordo com a nova pesquisa publicada na revista Nature Astronomy, a razão deste fenômeno é que a anã branca em causa possui um campo magnético excepcionalmente rápido que está girando tão depressa que bloqueia o fluxo de matéria da estrela doadora.
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