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Japão deve parar e ouvir a voz internacional, diz China após Kishida antecipar despejo em Fukushima

© REUTERS / Maxar Technologies / HandoutPanorama da usina nuclear Fukushima Daiichi no Japão, 28 de fevereiro de 2021
Panorama da usina nuclear Fukushima Daiichi no Japão, 28 de fevereiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 18.10.2021
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O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou oposição à decisão do Japão em liberar as águas residuais nucleares da usina de Fukushima no oceano, após o novo premiê japonês ter dito que a descarga não poderia esperar mais.
Nesta segunda-feira (18), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, chamou a atenção para a decisão do novo primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, que visitou a usina nuclear de Fukushima no domingo (17). 
"O lado japonês deve ouvir a voz da comunidade internacional, revogar a decisão errada e parar de avançar nos preparativos para a descarga de águas residuais nucleares no oceano", disse Zhao, argumentando que Tóquio precisava da autorização de outras nações e instituições internacionais.
O porta-voz chinês também argumentou que a descarga das águas residuais nucleares de Fukushima não é um assunto interno do Japão, mas uma questão internacional importante relacionada com a saúde pública de todos os que vivem nos países da região, e com o ambiente marinho global.
© REUTERS / KyodoVista aérea mostrando tanques de armazenamento de água tratada na usina nuclear de Fukushima Daiichi, na cidade de Okuma, província de Fukushima, Japão, 13 de fevereiro de 2021
Vista aérea mostrando tanques de armazenamento de água tratada na usina nuclear de Fukushima Daiichi, na cidade de Okuma, província de Fukushima, Japão, 13 de fevereiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Vista aérea mostrando tanques de armazenamento de água tratada na usina nuclear de Fukushima Daiichi, na cidade de Okuma, província de Fukushima, Japão, 13 de fevereiro de 2021
Adicionalmente, também afirmou que a China e outras nações haviam solicitado garantias sobre a confiabilidade do equipamento de purificação de águas residuais nucleares do Japão. Zhao acrescentou ainda que o Estado nipônico ainda não esgotou todas as medidas para o armazenamento seguro das águas residuais nucleares em causa.
Os comentários do porta-voz do gigante asiático chegam um dia após Kishida ter visitado a usina nuclear e suas enormes instalações para o armazenamento de águas residuais. O novo premiê japonês entendeu então "que a questão da água era uma questão crucial que não deveria ser adiada". 
Em agosto deste ano, a operadora da usina, Tokyo Electric Power, anunciou que planejava construir um túnel submarino para facilitar a liberação de mais de um milhão de toneladas de água tratada. Ante tal informação, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que enviaria especialistas ao Japão no final de 2021 para avaliar os planos de descarga no oceano.
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