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Venezuela poderia quebrar laços com oposição e EUA após extradição de aliado de Maduro

© Foto / YouTube/alchymediatvManifestantes em Washington, DC, durante protesto contra a postura ameaçadora dos EUA em relação à Venezuela
Manifestantes em Washington, DC, durante protesto contra a postura ameaçadora dos EUA em relação à Venezuela  - Sputnik Brasil, 1920, 17.10.2021
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O governo da Venezuela disse, no sábado (16), que interromperia as negociações com a oposição em retaliação à extradição para os EUA de um aliado próximo do presidente Nicolás Maduro.
Poucas horas após a notícia da extradição da Alex Saab fazer o furor nos veículos da mídia do país, seis executivos petrolíferos norte-americanos detidos em prisão domiciliária foram retornados à prisão pelas forças de segurança venezuelanas – um sinal de que as relações entre Washington e Caracas poderiam ser rompidas após meses de diplomacia discreta desde que Joe Biden entrou na Casa Branca, informa a agência AP.
Espera-se que Saab compareça no tribunal na segunda-feira (18) no estado norte-americano da Flórida, segundo a porta-voz do Departamento de Justiça dos EUA, Nicole Navas Oxman, que expressou gratidão e admiração ao governo de Cabo Verde por seu profissionalismo e "perseverança com este caso complexo", citada na matéria.
Saab, de 49 anos, foi preso no arquipélago africano enquanto fazia uma parada em sua viagem para o Irã no que o governo de Maduro descreveu mais tarde como uma missão humanitária diplomática que lhe confere imunidade judiciária.
"O fato de o sr. Saab estar nos EUA antes de meu pai é uma vergonha", disse Cristina Vadell, cujo pai, Tomeu Vadell, está entre os norte-americanos que cumprem longas sentenças na Venezuela por algo que Washington considerou de acusações falsas. Ela acrescentou ainda que "esta é uma prova adicional de que estes norte-americanos são mantidos como reféns na Venezuela, e que a administração Biden precisa reconhecer isso e ganhar sua libertação imediatamente", citada pela mídia.
Jorge Rodríguez, ex-vice-presidente venezuelano, afirmou que denunciaria a "extração" ilegal de Saab em fóruns multilaterais e, em protesto, não participaria da próxima rodada de negociações.
Por sua vez, opositores do governo de Maduro, incluindo o líder da oposição Juan Guaidó – reconhecido pelos EUA como o líder legítimo da Venezuela – celebraram a possibilidade de ver um dos principais aliados de Maduro atrás das grades. Tal fato poderia ser sentido como uma vitória moral, após uma série de derrotas desoladoras na tentativa de quebrar a liderança socialista do país.
Há anos que as autoridades norte-americanas perseguem Alex Saab, pois acreditam que ele pode desvendar o mistério de como a Venezuela tem conseguido vender ouro e petróleo cru, violando as sanções dos EUA. De igual modo, também acreditam que ele sabe como Maduro, sua família e principais aliados conseguiram supostamente extrair milhões de dólares em contratos governamentais para alimentação e moradia, em meio à fome generalizada no país.
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