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Em negociações com EUA em Doha, Talibã exige descongelamento de ativos do Afeganistão no estrangeiro

© AFP 2021 / Nooman Ben Amor Segurança do Catar e militantes do Talibã fazem guarda enquanto os passageiros embarcam no avião da Qatar Airways no aeroporto de Cabul, 9 de setembro de 2021
Segurança do Catar e militantes do Talibã fazem guarda enquanto os passageiros embarcam no avião da Qatar Airways no aeroporto de Cabul, 9 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.10.2021
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EUA e o Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e outros países) efetuaram negociações neste sábado (9) na capital do Catar, Doha.
Durante as conversas, a delegação talibã exigiu que os bens do Afeganistão no estrangeiro fossem descongelados. Para além disso, a delegação pediu que os EUA não violassem o espaço aéreo do Afeganistão e se abstenham de interferir nos assuntos internos de seu país.
Por seu lado, os EUA se comprometeram a fornecer ao Afeganistão vacinas contra o novo coronavírus, de acordo com uma declaração do Ministério das Relações Exteriores afegão.
As negociações em Doha marcaram a primeira reunião entre autoridades norte-americanas e seus homólogos do grupo insurgente, após este ter estabelecido o controle do Afeganistão em meados de agosto de 2021. A delegação do Talibã descreveu as conversações como um impulso para uma "nova página" nas relações entre os dois países.
"As delegações do governo afegão e dos EUA discutiram no Catar a virada de página em seu relacionamento, bem como a assistência humanitária ao Afeganistão e a implementação do acordo de paz de Doha", declarou o ministro das Relações Exteriores em exercício do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi.
A delegação talibã deverá realizar uma reunião com representantes da União Europeia, junto dos diplomatas norte-americanos, sendo que as negociações devem ser retomadas no domingo (10), segundo Muttaqi.
O pedido da delegação do Afeganistão de levantar as restrições às reservas do Banco Central do país vem depois que o Tesouro dos Estados Unidos colocou em evidência certas transações com o Talibã e a Rede Haqqani, permitindo operações financeiras necessárias para os esforços humanitários na nação devastada pela guerra.
Desde que o Talibã tomou o poder no Afeganistão, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) suspenderam a ajuda financeira ao novo governo do país - não reconhecido por grande parte da comunidade internacional -, enquanto os EUA congelaram bilhões de dólares em ativos pertencentes ao Banco Central afegão.
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