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Produtos do Facebook passam por 'revisão de reputação' após denúncia de vazamento de dados

© REUTERS / Dado RuvicLogotipos do Facebook, WhatsApp e Instagram vistos através de vidro quebrado, 4 de outubro de 2021
Logotipos do Facebook, WhatsApp e Instagram vistos através de vidro quebrado, 4 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 07.10.2021
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Os vazamentos e o testemunho da ex-engenheira de dados do Facebook Frances Haugen no Senado dos EUA seguem afetando a rede social.
Na quarta-feira (6), o Wall Street Journal relatou que o Facebook vai desacelerar o desenvolvimento da maioria de seus produtos para realizar uma "revisão de reputação" e analisar o potencial de danos que cada um deles pode infligir à reputação do negócio.
O jornal norte-americano indica que os "revisores" tentarão entender como os produtos da empresa podem gerar efeitos negativos em crianças e aumentar as críticas sobre o Facebook.
Mark Zuckerberg, diretor-executivo da empresa, havia declarado sua intenção de realizar avaliações profundas no ecossistema virtual para elevar a transparência do Facebook ante o público.
O recente "apagão" sofrido pela empresa deixou o Facebook em uma situação delicada, já que veio questionar a influência do "monopólio" dos negócios da empresa no cotidiano da população.
Além disso, as declarações e dados apresentados por Haugen indicam que as plataformas da empresa são um lugar de incentivo ao ódio e que o lucro se sobrepõe à segurança, chegando a afirmar que o Facebook não está "disposto a investir no que realmente precisa ser investido" para evitar o perigo em seu entorno.
A ex-engenheira de dados do Facebook denunciou nas últimas semanas as práticas da empresa. Milhares de documentos vazados sugerem que o Facebook escondeu evidências e mentiu sobre sua plataforma, espalhando o que ela descreveu como "informação prejudicial".
Testemunhando nesta terça-feira (5) no Senado dos EUA, ela argumentou que "a administração da empresa sabe como tornar o Facebook e o Instagram mais seguros, mas eles não farão as mudanças necessárias porque estão colocando lucros astronômicos à frente das pessoas".
Por sua vez, em uma publicação em seu mural no Facebook, Zuckerberg assegurou que sua empresa "se preocupa muito" com "a segurança, o bem-estar e a saúde mental" das pessoas e sublinhou que o trabalho e os motivos da companhia foram "deturpados".
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