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Islândia prendeu principal testemunha dos EUA contra Assange, diz mídia

© AP Photo / Frank AugsteinJulian Assange cumprimenta seus apoiadores fora da embaixada do Equador em Londres, Reino Unido, 19 de maio de 2017
Julian Assange cumprimenta seus apoiadores fora da embaixada do Equador em Londres, Reino Unido, 19 de maio de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 07.10.2021
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Sigurdur Thordarson, principal testemunha de Washington no processo criminal contra o fundador do WikiLeaks, foi preso durante o regresso ao país natal, apesar de o FBI lhe ter concedido imunidade.
A principal testemunha de acusação no processo de espionagem nos EUA contra Julian Assange, fundador da organização de denunciantes WikiLeaks, foi preso na Islândia, informou na quarta-feira (6) o jornal Stundin.
O indivíduo, Sigurdur Thordarson, foi preso em 24 de setembro quando viajava desde Espanha de volta à Islândia.
De acordo com a mídia, ele era um "alegado hacker e pedófilo condenado" por abusar sexualmente de nove crianças, tendo sido absolvido de cinco outros casos por falta de provas.
Após ser levado perante um juiz, ele ficou preso em Litla Hraun no mesmo dia em que foi detido. Para isso foi usada uma lei, raramente invocada na Islândia e que procura conter uma onda de crimes que estaria realizando, "antes que o sistema pudesse acompanhar" os processos, segundo o Stundin.
Ele foi acusado, além de mais, de um esquema de descapitalização de empresas que levaria inevitavelmente à sua falência.
"É ilegal? Não, é apenas muito imoral", retrucou Thordarson, apesar de o fato de pessoas na Islândia terem sido condenadas por atos muito semelhantes, levando o tribunal a ver um alto risco de reincidência contínua.
O Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) dos EUA ofereceu imunidade a Thordarson em troca de testemunho contra Assange, relata o jornal. Washington tem usado Sigurdur Thordarson como uma das suas principais armas no processo criminal contra Assange, apesar de o condenado admitir em uma entrevista publicada no início de julho que mentiu durante os testemunhos.
Em 26 de setembro, o portal Yahoo News publicou uma investigação em que acusa a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos EUA de ter tentado assassinar o ativista do WikiLeaks em 2017, quando estava sob proteção da Embaixada do Equador em Londres, Reino Unido. Além disso, em abril de 2020 um advogado de Julian Assange revelou que sua vigilância na embaixada por parte dos EUA o impediu de fugir do local em dezembro de 2017.
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