Degelo do permafrost do Ártico poderia liberar elementos nocivos 'resistentes a antibióticos atuais'

© Sputnik / Pavel Lvov Fissura de gelo no Oceano Ártico
Fissura de gelo no Oceano Ártico - Sputnik Brasil, 1920, 02.10.2021
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O aumento das temperaturas no Ártico continua afetando o permafrost, isto é, a terra que está permanentemente congelada. No entanto, parece que os riscos colocados pelo aquecimento global não se refletem somente nas mudanças climáticas.
O degelo do permafrost no Ártico pode ser um potencial propagador de resíduos nucleares, vírus e bactérias desconhecidas, segundo uma nova pesquisa publicada na revista Nature Climate Change.
"A criosfera do Ártico está colapsando, apresentando riscos ambientais sobrepostos. Em particular, o degelo do permafrost ameaça liberar materiais biológicos, químicos e radioativos que estiveram contidos por dezenas a centenas de milhares de anos", explica o estudo.
De igual modo, as bactérias do permafrost derretido poderiam ser resistentes aos antibióticos atuais, o que poderia contribuir para o potencial surgimento de novas linhagens de bactérias.
A pesquisa aponta que o Ártico também foi contaminado por diferentes materiais residuais que permaneceram na região após a mineração de metais naturais e testes de armas nucleares realizados pelo governo soviético no século XX.
"Este estudo identifica como outros riscos podem surgir do aquecimento do Ártico", contou Arwyn Edwards, da Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, e um dos autores do estudo, à BBC.
"Precisamos entender mais sobre o destino destes micróbios e poluentes nocivos, e materiais nucleares, para entender corretamente as ameaças que eles podem colocar", disse o especialista citado na matéria.
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