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Pentágono identifica suposto combatente do EI-K morto em operação que vitimou 10 civis em Cabul

© REUTERS / Fuzileiros navais dos EUA / Tenente Mark Andries / HandoutFuzileiros navais dos EUA vigiam evacuação no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, Cabul, Afeganistão, 18 de agosto de 2021
Fuzileiros navais dos EUA vigiam evacuação no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, Cabul, Afeganistão, 18 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 24.09.2021
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O Pentágono conseguiu, supostamente, identificar um membro do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países) que teria sido morto em um ataque de drone pelos EUA no Afeganistão no mês passado.
Em 27 de agosto, um ataque de drone na província afegã de Nangarhar vitimou um "facilitador de ajuda letal de alto perfil" do Estado Islâmico-Khorasan (EI-K), um ramo do Daesh, chamado de Kabir Aidi, informou John Rigsbee, porta-voz do Comando Central (CENTCOM, na sigla em inglês) dos EUA, ao Military Times na quinta-feira (23), acrescentando que ele utilizava o nome Mustafa.
"Reflexões pós-atentado indicam que Kabir Aidi estava diretamente ligado aos líderes do EI-K que coordenaram o ataque de 26 de agosto [no Aeroporto Internacional Hamid Karzai]", disse o porta-voz, referindo-se a um atentado suicida que matou pelo menos 169 civis afegãos e 13 soldados norte-americanos durante um esforço apressado das turbulentas operações de evacuação.
Aidi esteve envolvido no "planejamento do ataque e produção de dispositivos explosivos improvisados magnéticos", bem como na "distribuição de explosivos e coletes suicidas", e estaria também "diretamente ligado a redes de ameaças em Cabul durante a evacuação de não combatentes no Aeroporto Internacional Hamid Karzai", detalhou Rigsbee.
Enquanto o CENTCOM alegou, inicialmente, que a operação em Cabul foi um sucesso – com o general dos EUA Mark Milley a considerando um "ataque justo" – os militares dos EUA reconheceram desde então que um homem originalmente considerado um combatente do Daesh era, de fato, um não combatente, e que o ataque de drone matou outros nove civis, incluindo sete crianças.
Uma investigação posterior do The New York Times descobriu, além disso, que o condutor do carro destruído no ataque com drone, identificado como Zemari Ahmadi, tinha trabalhado para uma organização de ajuda com sede nos EUA desde 2006 como engenheiro eléctrico. Outros mortos, todos eles pertencentes à mesma família, teriam também trabalhado ao lado dos militares norte-americanos como empreiteiros durante a guerra.
Embora o Pentágono admita não ter identificado Ahmadi antes de o matar, o órgão afirmou que ele se comportava de forma suspeita no dia do ataque, e que tinha sido visto carregando objetos em seu carro que se acreditava serem explosivos. O The New York Times, no entanto, obteve imagens de câmeras de segurança que mostravam Ahmadi carregando jarras de água, sugerindo que os militares as poderiam ter confundido com bombas.
No final, o chefe do CENTCOM, Frank McKenzie, reconheceu que nenhum dos mortos nos ataques tinha ligações terroristas ou representava qualquer ameaça às forças norte-americanas, considerando as mortes inocentes um "erro".
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