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'DNA lixo' de marsupiais pode ser útil para humanos, segundo estudo

© Foto / Pixabay / MartinStrCoala (imagem referencial)
Coala (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 13.09.2021
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Cientistas descobrem propriedades antivirais nas sequências de DNA não codificante, o chamado "DNA lixo", dos marsupiais, algo que poderia também ocorrer nos humanos.
Uma grande parte do "DNA lixo" existente em mamíferos, incluindo em humanos, pode oferecer uma proteção antiviral, de acordo com um comunicado publicado na quarta-feira (8) por cientistas da Universidade de Sul de Gales em Sydney, Austrália.
Uma pesquisa publicada na revista Virus Evolution aponta que muitos desses componentes são, na realidade, restos genéticos antivirais que podem surgir depois que um vírus deixa um de seus fragmentos em um óvulo ou espermatozoide. Estes restos são conhecidos como elementos virais endógenos (EEV), sabendo-se que eles compõem 8% de nosso genoma.
Por outras palavras, algumas das sequências genéticas outrora consideradas "lixo" são na verdade fragmentos de vírus deixados em nosso DNA por uma infecção em um ancestral há muito esquecido.
"Esses fragmentos virais foram retidos por uma razão. Ao longo de milhões de anos de evolução, esperaríamos que todo o DNA mudasse, entretanto, estes componentes muito antigos são preservados e mantidos intactos", disse a paleovirologista Emma Harding.
A equipe de pesquisadores encontrou estes fragmentos em 13 espécies de marsupiais, que incluem o canguru Macropus eugeni; o diabo da Tasmânia (Sarcophilus harrisii) e dunnarts-de-cauda-grossa (Sminthopsis crassicaudata).
© Foto / Pixabay / pen_ashDiabo da Tasmânia (imagem referencial)
Diabo da Tasmânia (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Diabo da Tasmânia (imagem referencial)
Segundo Harding, um dos EVE veio da família dos vírus Bornaviridae, "que entrou pela primeira vez no DNA dos animais durante o tempo dos dinossauros, quando as massas terrestres sul-americana e australiana ainda estavam unidas". O vírus está presente nos didelfiídeos da América, bem como nos marsupiais da Austrália, com uma idade estimada de 160 milhões de anos, mas foi encontrado principalmente em aves e répteis antigos.
Surpreendentemente, alguns desses antigos fragmentos virais ainda estavam sendo transcritos para o RNA. Muitas vezes, nas células, as transcrições de RNA atuam como modelos de proteínas. Mas neste caso eles não estavam sendo traduzidos, tornando-os efetivamente RNA não codificado.
Significativamente, sabe-se também que este tipo de RNA também é conhecido por contribuir para a defesa imunológica contra vírus em plantas e invertebrados. Os morcegos têm um conjunto particularmente grande destes antigos fragmentos virais, e eles são bem conhecidos por sua infeliz capacidade de sobreviver enquanto transportam vírus mortais.
Olhando para os coalas com mais detalhe, os pesquisadores descobriram que alguns dos EVEs estavam de fato sendo transcritos em pequenas moléculas de RNA conhecidas por serem antivirais em invertebrados.
"Isto sugere a possibilidade tentadora deste sistema de defesa de RNA, anteriormente considerado abandonado nos mamíferos em favor do sistema de interferon, ainda estar ativo e proteger as células dos marsupiais", escreveu a cientista e sua equipe na revista Microbiology Australia, suspeitando que este tipo de defesa antiviral pode ser crítico para os jovens marsupiais, que crescem na bolsa abdominal de suas mães.
"Este poderia ser um mecanismo semelhante à vacinação, mas é herdado através de gerações. Ao manter um resto antigo de vírus, a célula é imunizada contra futuras infecções. Se pudermos mostrar que isso ocorre em marsupiais, isso também pode estar ocorrendo em outros animais, inclusive em humanos", teorizou Emma Harding.
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