China realiza exercícios navais na véspera das manobras dos EUA e aliados no Pacífico Ocidental

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Destróier Hefei da classe 052D da Marinha chinesa (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 25.08.2021
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Entre terça (24) e quinta-feira (26) a China realiza uma série de exercícios navais, na véspera das manobras militares dos EUA e outros países do Diálogo de Segurança Quadrilateral (Quad, na sigla em inglês) no Pacífico Ocidental.

As forças chinesas iniciaram treinamentos de fogo real ao largo da província de Guangzhou, no mar do Sul da China, e ao largo de Liaoning, no mar Amarelo e no estreito de Bohai, informou a Administração de Segurança Marítima do país, alertando os navios de outros países para não entrarem nessas águas, segundo o South China Morning Post.

Os treinamentos durarão até quinta-feira, mas nenhum outro detalhe foi revelado.

A China está efetuando o exercício na véspera das manobras militares Malabar de quatro dias dos países-membros do Quad (Estados Unidos, Índia, Austrália e Japão). O Malabar será realizado no território norte-americano de Guam, no Pacífico, a partir de amanhã (26) e incluirá ações contra navios de superfície, antiaéreas e antissubmarino.

Segundo Yue Gang, ex-coronel do Exército de Libertação Popular da China (ELP), com estes exercícios, Pequim pretende enviar uma mensagem a Washington.

"O Exército chinês está respondendo aos movimentos dos EUA para se juntarem a seus aliados, inclusive quando o Reino Unido e a Alemanha conduzem operações de liberdade de navegação na região", disse.

"Quando os EUA intensificam sua presença na região, a China tem que responder e mostrar sua força", acrescentou o ex-coronel.

Por sua vez, o antigo instrutor do ELP Song Zhongping afirmou que os exercícios não são necessariamente um alerta direto antes dos exercícios do Quad e que o treinamento se baseia em um plano estabelecido para "salvaguardar a soberania nacional e os interesses de desenvolvimento".

Recentemente, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, acusou Pequim de tentar tomar diversas áreas no mar do Sul da China e de ameaçar a "ordem baseada em regras". Em seu discurso nesta terça-feira em Cingapura ela afirmou que pretende promover a paz e a estabilidade no Indo-Pacífico.

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