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China responde a declarações de Kamala Harris criticando política 'egoísta' dos EUA no Afeganistão

© AFP 2021 / Ng Han GuanO porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, gesticula durante reunião em Pequim, China. Foto de arquivo
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, gesticula durante reunião em Pequim, China. Foto de arquivo - Sputnik Brasil, 1920, 24.08.2021
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Pequim respondeu às declarações de Kamala Harris, em Cingapura, onde a vice-presidente dos EUA acusou a China de ameaçar "a ordem baseada em regras" e "a soberania das nações" no mar do Sul da China.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Wenbin, por sua vez, criticou Washington pela sua política "egoísta" no Afeganistão.

"O que está acontecendo no Afeganistão revela claramente a definição norte-americana de 'regras' e 'ordem'. Os EUA podem iniciar arbitrariamente uma intervenção militar em um país sem assumirem a responsabilidade pelo sofrimento da população do país em questão. Eles [EUA] podem decidir quando querem entrar e sair sem consultar a comunidade internacional ou mesmo seus aliados", assinalou o porta-voz em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (24).

Wenbin acrescentou que os EUA "podem difamar, reprimir, coagir e intimidar outros países sem pagar nenhum preço, em função da [política] 'América primeiro'. É este o tipo de ordem que querem os EUA. Sempre tentando defender seu egoísmo, sua intimidação e suas ações hegemónicas citando 'regras' e 'ordem'. Contudo, quantas pessoas realmente acreditam nisso?", questionou.

Na perspectiva de Washington, o gigante asiático reivindica quase todo o território marítimo da zona disputada, que para além de ser rico em recursos, é também onde passam anualmente trilhões de dólares em comércio marítimo. De igual forma, existem as reivindicações de outros quatro países do Sudeste Asiático, o que cria instabilidade entre a China e seus vizinhos e, logo, na região.

Pequim, por seu lado, tem denunciado repetidamente as ações norte-americanas no Indo-Pacífico, culpando os EUA por serem o verdadeiro desestabilizador, uma vez que interferem nos assuntos internos da região.

Ainda assim, a situação atual no Afeganistão parece ter complicado a mensagem de apoio de Washington para seus aliados asiáticos, despertando várias dúvidas sobre o compromisso dos EUA com seus aliados e parceiros.

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