EUA impõem sanções a 3 cidadãos cubanos, incluindo chefe do Exército Central

© AP Photo / Ramon EspinosaBandeiras de Cuba e EUA (arquivo)
Bandeiras de Cuba e EUA (arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 19.08.2021
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Esta é a quarta rodada de sanções dos EUA desde os recentes protestos em Cuba. O presidente cubano, por sua vez, culpou Washington pelas manifestações de julho.

Os EUA impuseram nesta quinta-feira (19) sanções a três cidadãos cubanos, incluindo o chefe do Exército Central e o subchefe do Estado-Maior das Forças Armadas Revolucionárias, devido à suposta repressão aos protestos pacíficos na ilha caribenha, anunciou o Departamento do Tesouro dos EUA.

"O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros [OFAC, na sigla em inglês] do Departamento do Tesouro dos EUA sancionou três indivíduos cubanos de acordo com a Ordem Executiva 13818, que se baseia e implementa a Lei Magnitsky de Responsabilidade Global em Direitos Humanos e tem como alvo os perpetradores de graves abusos de direitos humanos e corrupção em todo o mundo", lê-se no comunicado do departamento.

Os indivíduos visados são Andrés Laureano González Brito, chefe do Exército Central, Roberto Alebardo Jiménez González, do Ministério do Interior, e Roberto Legrá Sotolongo, subchefe do Estado-Maior das Forças Armadas Revolucionárias.

© REUTERS / Marco Bello Imigrantes com bandeiras cubanas apoiando os protestos em Cuba, Miami, EUA, 18 de julho de 2021
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Imigrantes com bandeiras cubanas apoiando os protestos em Cuba, Miami, EUA, 18 de julho de 2021

Protestos em Cuba

Esta é a quarta rodada de sanções dos EUA desde os recentes protestos em Cuba. No decorrer de sua campanha presidencial, em 2020, o presidente norte-americano Joe Biden prometeu reverter algumas das políticas de seu antecessor, o republicano Donald Trump (2017-2021). As sucessivas rodadas de sanções, todavia, assinalam que haverá pouco espaço para uma reaproximação entre os dois países.

Os protestos começaram em julho em meio à pior crise econômica de Cuba desde a década de 1990. Milhares saíram às ruas, furiosos com a escassez de produtos básicos, alegadas restrições às liberdades civis e a forma como as autoridades lidaram com a pandemia.

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