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'Impeachment já', 'ditador igual a Chávez': parlamentares opinam ante decisão de Bolsonaro sobre STF

© Folhapress / Wallace MartinsO presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de posse do senhor Ciro Nogueira, Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, realizado na cidade de Brasília, DF, 4 de agosto de 2021
O presidente Jair Bolsonaro  durante cerimônia de posse do senhor Ciro Nogueira, Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, realizado na cidade de Brasília, DF, 4 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 14.08.2021
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Com o anúncio do presidente na manhã de hoje (14) sobre seu plano de instaurar um processo contra ministros do STF, deputados e senadores se manifestaram sobre a decisão.

Após o presidente Jair Bolsonaro publicar em rede social neste sábado (14) que pedirá ao Senado a instauração de um processo contra os ministros Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), parlamentares se posicionaram diante da atitude do presidente.

O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, comparou a iniciativa de Bolsonaro contra os ministros com as ações do ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

"Assim atuam os populistas. Depois de eleitos, atacam as instituições democráticas e tentam destruir a democracia representativa e o Estado democrático. É, na verdade, um ditador igual a Chávez", disse Maia citado pelo Estadão.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que a atitude do presidente acontece porque o mesmo está "cada vez mais acuado por denúncias".

"Cada mais vez acuado por conta de uma série de denúncias contra o seu governo, Bolsonaro tenta mais uma vez intimidar a Justiça. A olhos vistos, o presidente avança no seu discurso autoritário. É preciso dar um basta de uma vez por todas nessa milícia golpista", disse Costa segundo a mídia.

O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), um dos líderes da oposição do governo na CPI da Covid, respondeu à ação do presidente dizendo para ele "pegar no serviço".

"Bolsonaro, vá trabalhar! Ao invés de arroubos autoritários, que serão repelidos pela democracia, vá pegar no serviço! Estamos com 14 milhões de desempregados, 19 milhões de famintos, preço absurdo da gasolina, da comida. E o povo continua morrendo de COVID-19. Vai trabalhar!", declarou Rodrigues.

O candidato à presidência, Ciro Gomes (PDT), também se manifestou sobre a medida. Para o candidato, o presidente quer "produzir a mais grave crise institucional desses tempos sombrios" com esse tipo de anúncio, e pediu o impeachment já, segundo o UOL.

"Logo ele, o presidente mais passível de crimes de responsabilidade da nossa história. Chega! Já deu! O impeachment de Bolsonaro é para já!", disse Ciro Gomes.

Bolsonaro disse hoje (14) que procurará Rodrigo Pacheco (DEM), presidente do Senado Federal, com pedido para instaurar o processo contra os ministros com base no artigo 52 da Constituição, conforme noticiado.

"Todos sabem das consequências, internas e externas, de uma ruptura institucional, a qual não provocamos ou desejamos. De há muito, os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, extrapolam com atos os limites constitucionais", declarou.

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