Mídia americana explica porque Biden 'permitiu' terminar construção do Nord Stream 2

© REUTERS / Jonathan ErnstPresidente dos EUA Joe Biden na Casa Branca, Washington, 6 de agosto de 2021
Presidente dos EUA Joe Biden na Casa Branca, Washington, 6 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 10.08.2021
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Portal The National Interest explicou o gesto de boa vontade de Biden a respeito do gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2) pelo "fator chinês".

A decisão do presidente norte-americano Joe Biden de não impedir a conclusão da construção do Nord Stream 2, bem como o acordo com a Alemanha, foi um gesto de boa vontade perante a Rússia, afirmou o analista da mídia Vuk Vuksanovic.

Conforme suas palavras, embora tal passo de Washington tenha provocado uma reação negativa previsível dos países do Leste da Europa, esse foi necessário não apenas para uma possível aproximação com Moscou no futuro próximo, mas também para contenção de Pequim.

O autor do artigo relembrou que a China é o adversário principal dos Estados Unidos e também de todo o Ocidente. Os EUA não conseguirão se tornar o garante da segurança na Europa até que as ambições chinesas sejam contidas.

O diálogo entre Moscou e o Ocidente não pode acontecer de imediato em resultado de diversas dificuldades, enquanto os europeus avaliarão isso com grande desconfiança, opina o analista.

"Aprovar o Nord Stream 2 foi uma maneira de não queimar todas as pontes com a Rússia e criar uma janela de oportunidade para a aproximação no futuro para garantir que a Rússia não acabe permanentemente no abraço da China", escreve ele.

"O gesto de boa vontade sobre o Nord Stream 2 é apenas uma pequena peça do quebra-cabeça. O Leste da Europa não ficará feliz, mas as coisas são assim."

© REUTERS / Maxim Shemetov Logo do projeto Nord Stream 2 em gasoduto exposto na fábrica de Chelyabinsk, Rússia, 26 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)
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Logo do projeto Nord Stream 2 em gasoduto exposto na fábrica de Chelyabinsk, Rússia, 26 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)

O Nord Stream 2 é um gasoduto em fase final de construção, que conectará a Rússia e a Alemanha, com uma capacidade total de 55 mil metros cúbicos de gás por ano.

Vários países expressam ativamente sua oposição ao projeto, entre eles os EUA, que promovem na Europa seu próprio gás natural liquefeito, e também a Ucrânia e a Polônia. Washington introduziu sanções contra o gasoduto por várias vezes.

A Alemanha, por sua vez, insiste na construção completa do Nord Stream 2 e rejeita as sanções extraterritoriais norte-americanas. Moscou tem apelado para que não se politize o assunto, já que é um projeto comercial, vantajoso tanto para a Rússia, como para a União Europeia.

Washington e Berlim concordam que os EUA e a União Europeia devem garantir que o gasoduto não seja usado para pressionar a Ucrânia e que Kiev continue a ter acesso ao trânsito de gás. A Rússia tem afirmado sistematicamente que o projeto é puramente econômico.

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