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Irã diz que Israel quer 'encobrir seus atos terroristas marítimos' com alegações sobre petroleiro

© REUTERS / Rula RouhanaMercer Street, petroleiro de gerenciamento israelense, ao largo do porto de Fujairah, Emirados Árabes Unidos, 3 de agosto de 2021
Mercer Street, petroleiro de gerenciamento israelense, ao largo do porto de Fujairah, Emirados Árabes Unidos, 3 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 10.08.2021
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Tel Aviv e aliados acusaram o Irã de ser responsável pelo ataque ao petroleiro Mercer Street no dia 29 de julho. Teerã diz que declarações "são a repetição de fabricações bombeadas para a mídia pelo governo israelense".

Em declarações feitas hoje (10) ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, a embaixadora-adjunta do Irã na ONU, Zahra Ershadi, disse que Israel não pode "encobrir" seu histórico de terrorismo naval contra o Irã lançando falsas acusações sobre o incidente com o petroleiro Mercer Street.

"Todas essas alegações [relacionadas ao Mercer Street] são a repetição de fabricações bombeadas para a mídia pelo regime israelense imediatamente após o incidente. Não há nenhuma evidência irrefutável, verificável e conclusiva para substanciar essas graves acusações. O que eles estão tentando retratar como provas concretas não são nada além de certas fotos que nada provam", disse Ershadi citada pela agência de notícia iraniana IRNA.

"Essas acusações não podem, de forma alguma, encobrir os atos terroristas do regime israelense contra a navegação comercial [...]. Apenas em menos de dois anos, este regime atacou mais de dez navios comerciais transportando petróleo ou mercadorias humanitárias nos mares regionais", completou.

© REUTERS / JOHAN VICTORMercer Street, navio-tanque de bandeira liberiana administrado pela israelense Zodiac Maritime que foi atacado na costa de Omã. Foto de arquivo
Irã diz que Israel quer 'encobrir seus atos terroristas marítimos' com alegações sobre petroleiro - Sputnik Brasil, 1920, 10.08.2021
Mercer Street, navio-tanque de bandeira liberiana administrado pela israelense Zodiac Maritime que foi atacado na costa de Omã. Foto de arquivo

Os dez navios mencionados pelo diplomata são navios comerciais iranianos enviados à Síria, nos últimos dois anos, que foram atingidos ou sabotados pelos militares israelenses durante a rota para seu destino. 

Ershadi reiterou que os litorais do Irã ao longo das vias navegáveis ​​estrategicamente críticas do golfo Pérsico, do estreito de Ormuz e do golfo de Omã, combinados com a forte demanda da própria República Islâmica por transporte marítimo como um grande país produtor global de petróleo e gás, significa que o Irã "tem grande interesse e atribui grande importância à segurança marítima".

Israel acusou o Irã de responsabilidade pelo ataque ao petroleiro Mercer Street no golfo de Omã no dia 29 de julho. Tel Aviv alegou que a embarcação foi atingida por drones iranianos. Teerã rejeitou as acusações e advertiu que a segurança do golfo era sua "linha vermelha" e que os adversários do país são aconselhados a não cruzarem esta linha.

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