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Novo estudo resolve enigma do 'crescimento desigual' do núcleo interno da Terra

CC BY-SA 2.0 / Laboratório Nacional Argonne / Composição do manto da Terra revisada graças à pesquisa na Fonte Avançada de Fótons do Laboratório Nacional de Argonne
Composição do manto da Terra revisada graças à pesquisa na Fonte Avançada de Fótons do Laboratório Nacional de Argonne - Sputnik Brasil, 1920, 06.08.2021
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Pesquisa sugere que metade do núcleo interno de nosso planeta, composto de metal sólido, pode estar crescendo mais rápido do que a outra metade.

De acordo com um artigo publicado no veículo de imprensa The Conversation, o núcleo terrestre, que começou a se cristalizar quando a temperatura no centro do planeta caiu "abaixo do ponto de fusão do ferro a pressões extremas", continua crescendo por cerca de um milímetro de raio por ano.

Agora, o novo estudo sugere uma hipóteses que este aumento de tamanho é realmente assimétrico e que a parte oriental do núcleo interno, localizada abaixo da Ásia, está crescendo mais rápido do que a parte ocidental do núcleo interno que se encontra sob as Américas.

Os autores do artigo, que não estiveram envolvidos na pesquisa, compararam esse "crescimento desigual" com o processo de produção de sorvete em um freezer "que só funciona em um lado", quando os cristais de gelo se formam apenas em um lado do produto.

"Na Terra, o crescimento desigual é causado pelo resto do planeta sugando calor mais rapidamente de algumas partes do núcleo interno do que outras", explicam.

"Porém, ao contrário do sorvete, o núcleo interno sólido está sujeito às forças gravitacionais, que distribuem o novo crescimento uniformemente através de um processo de rastreamento do fluxo interior que mantém a forma esférica do núcleo interno."

O estudo também fornece estimativas grosseiras sobre a idade do núcleo interior da Terra, colocando-o entre 500 milhões e 1,5 bilhão de anos atrás.

Mas, enquanto o estudo "apresenta um novo modelo poderoso do núcleo interno", "algumas das suposições físicas" feitas pelos autores da pesquisa "teriam que ser verdade para que isso fosse correto", avisa o artigo.
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