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Descoberta erupção de raios gama mais curta já observada e vinda de fonte inesperada (FOTO)

© Foto / ESA / Hubble, M. KornmesserRepresentação artística da explosão de raios gama GRB 190114C
Representação artística da explosão de raios gama GRB 190114C - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2021
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Os astrônomos descobriram uma rara emissão curta de raios gama. A nova descoberta destaca a necessidade de uma nova classificação de explosões de raios gama, não baseada apenas em sua duração.

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu uma rara emissão de raios gama curta, GRB 200826A, relacionada com uma supernova, segundo estudo publicado na revista Nature Astronomy.

Tradicionalmente, os fenômenos deste tipo se dividem em duas categorias: curtas e longas, que duram menos e mais de dois segundos. Acredita-se que as longas são geradas por supernovas e as curtas pela fusão de estrelas de nêutrons.

No entanto, a explosão detectada recentemente não se encaixa nesta divisão, conforme o cientista Tomás Ahumada.

"Esta descoberta representa a emissão de raios gama mais curta causada por uma supernova durante o colapso de uma estrela massiva. Durou apenas 0,6 segundo e está à beira de uma explosão de raios gama exitosa e falha", de acordo com o comunicado publicado.

A brevidade de erupção seria produto de jatos de raios gama que quase não são suficientemente fortes para escapar da estrela, sugerem os cientistas. Em outros casos, podem ser tão fracos que não produzem emissões de raios gama por completo.

© Foto / Observatório Internacional Gemini / NOIRLab / NSF/AURA / J. da SilvaRepresentação artística de uma supernova em colapso gerando emissão curta de raios gama
Descoberta erupção de raios gama mais curta já observada e vinda de fonte inesperada (FOTO) - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2021
Representação artística de uma supernova em colapso gerando emissão curta de raios gama

A hipótese poderia explicar porque são observadas mais supernovas do tipo específico relacionado a esse fenômeno que as próprias erupções longas de raios gama.

"Nossa descoberta sugere que, como observamos muito mais destas supernovas que explosões longas de raios gama, a maioria das estrelas que colapsam não produz uma erupção de raios gama que atravesse o invólucro exterior da estrela que colapsa. Acreditamos que este evento foi efetivamente um fracasso, um que esteve perto de não ocorrer de forma alguma", explicou Ahumada.

Como resultado, o cientista aponta que uma classificação de explosões de raios gama baseada apenas em sua duração não seria a melhor abordagem. Também disse que são necessários mais estudos desses eventos.

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